Uma capivara foi atacada por um grupo de pessoas na madrugada do último sábado (21), na orla do Quebra Coco, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. A ocorrência foi flagrada por câmeras de monitoramento. Ao todo, oito suspeitos teriam participado da ação, seis adultos acabaram presos e dois adolescentes foram apreendidos.
Depois das agressões, os envolvidos deixam o local às pressas, abandonando os objetos utilizados. Por conter cenas sensíveis, o material não foi divulgado na íntegra. O animal ficou gravemente ferido, e os registros foram essenciais para a identificação dos suspeitos.
Confira:
Mais tarde, a capivara foi vista novamente, já debilitada, circulando pelas ruas da região. Trata-se de um macho adulto, com cerca de 64 quilos, cujo estado de saúde é considerado delicado. Ele acabou sendo encontrado em um terreno baldio, onde permaneceu até a chegada das equipes responsáveis pelo resgate.
Resgate e Atendimento Veterinário
O salvamento foi realizado por agentes da Patrulha Ambiental da Prefeitura, que prestaram os primeiros atendimentos ainda no local. Em seguida, o animal foi encaminhado para uma clínica especializada na reabilitação de fauna silvestre, onde segue sob cuidados veterinários.
Segundo a polícia, todos os envolvidos já foram identificados. Os adultos devem responder por crimes como maus-tratos a animais, associação criminosa e corrupção de menores, enquanto os adolescentes responderão por atos infracionais equivalentes.
Implicações Legais e Penais
O episódio pode marcar uma das primeiras aplicações, pelo Ibama, das penalidades previstas no decreto conhecido como “Cão Orelha”. A norma recebeu esse nome em referência a um animal que morreu após sofrer agressões na Praia Brava, em janeiro. A regulamentação estabelece multas que podem variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil por animal, podendo alcançar valores mais elevados, conforme a gravidade e os agravantes do caso.
Na esfera criminal, a legislação também prevê detenção para esse tipo de conduta. Práticas como abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilação de animais sejam silvestres ou domésticos podem resultar em pena de três meses a um ano de prisão.
As autoridades seguem apurando o que teria motivado o ataque. A capivara é um animal típico da fauna brasileira e possui proteção legal.
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