A Polícia Civil do Pará prendeu um professor de reforço escolar em Belém, na quarta-feira, 18 de março de 2026. A prisão ocorreu durante a operação “Vis Ardil”, coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca). Segundo os investigadores, o homem é suspeito de abusar sexualmente de uma aluna de 15 anos.
O suspeito utilizava um método de manipulação complexo para enganar a vítima. Primeiramente, ele criou uma “pesquisa científica” falsa e atribuiu o estudo a uma pesquisadora fictícia chamada “Natasha”. Posteriormente, o professor convencia a adolescente a participar do suposto trabalho acadêmico. Por esse motivo, a jovem frequentava a casa do investigado.
Prisão e método de abuso
No local, o homem utilizava o pretexto de coletar material biológico para coagir a vítima a praticar atos sexuais. Além disso, ele exercia forte pressão psicológica e fazia ameaças constantes. O professor também gravava os abusos e afirmava que os registros eram necessários para a pesquisa.
A investigação começou logo após os pais da adolescente descobrirem os crimes e procurarem as autoridades. Diante dos fatos, a Justiça determinou a prisão preventiva e autorizou mandados de busca e apreensão no bairro Parque Guajará. Durante a ação, os policiais apreenderam celulares e notebooks.
Investigação em andamento e consequências legais
Atualmente, a Polícia Civil do Pará apura se existem outras vítimas, visto que surgiram relatos de outras adolescentes aliciadas com a mesma estratégia. O crime de estupro qualificado prevê pena de 10 a 20 anos de reclusão. Por fim, o homem permanece à disposição do Poder Judiciário. Informações podem ser enviadas de forma anônima pelo disque-denúncia 181.
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