A derrota do Remo por 3 a 0 para o Flamengo, na última quinta-feira (19), no Maracanã, acendeu o alerta máximo. Com o resultado, o time terminou a 7ª rodada na lanterna da Série A do Brasileirão, mostrando que ainda há muitos desafios a serem superados sob o comando do novo técnico Léo Condé.
No primeiro tempo contra o Flamengo, o Remo conseguiu aproveitar suas limitações, mantendo organização defensiva e chegando com perigo em algumas ocasiões por meio de contra-ataques, principalmente com Alef Manga, que mostrou velocidade e criatividade. Porém, aos 18 minutos, Léo Ortiz abriu o placar para o Flamengo após cruzamento de Arrascaeta, testando no canto do goleiro Marcelo Rangel, e a equipe azulina não conseguiu reagir.
No segundo tempo, a pressão rubro-negra aumentou. Aos 2 minutos, Samuel Lino ampliou após tabela com Jorginho, Pedro e Luiz Araújo, e o chute desviou em Tchamba, enganando Marcelo Rangel. Seis minutos depois, Luiz Araújo marcou o terceiro gol do Flamengo, em jogada que começou com Lino, passou por Arrascaeta e contou com assistência de calcanhar de Pedro. O Remo não conseguiu responder, sofrendo o terceiro gol e encerrando o jogo sem reação efetiva.
Perder para o Flamengo estava dentro da lógica da competição, mas a análise do Remo vai além do resultado. O time não teve condição física para sustentar a estratégia que funcionou no primeiro tempo. Faltou intensidade, o time “pregou” e o banco de reservas não ofereceu resposta.
Desempenho individual e coletivo
Na quarta derrota do time no Brasileirão, a terceira consecutiva, o sistema defensivo voltou a expor fragilidades preocupantes. Mesmo sem falhas diretas nos gols, nem Marcelo Rangel conseguiu evitar o desgaste de uma defesa constantemente pressionada e pouco protegida.
Apesar de uma evolução tática visível ao comando de Léo Condé, os problemas persistem. Patrick de Paula teve atuação abaixo, enquanto Vitor Bueno foi o destaque da equipe. Alef Manga segue sendo uma das principais válvulas de escape, mas sofre com a falta de apoio ofensivo. O capitão Marlon continua apresentando limitações físicas, e a defesa tem dificuldade para suportar a pressão dos adversários.
A substituição de Jajá por Patrick simboliza um dos principais problemas do time: a queda de intensidade. Fora de forma e ainda sem ritmo ideal para a Série A, Patrick entra mais pelo nome do que pelo desempenho, o que impacta diretamente na dinâmica da equipe.
Série de derrotas e o que vem por aí
O cenário se agrava ao considerar a sequência sob o comando de Léo Condé: derrotas por 2 a 0 para o Fluminense, 1 a 0 para o Coritiba e agora 3 a 0 para o Flamengo. Há sinais de evolução entre os jogos, mas ainda sem reflexo em resultados e, no futebol, evolução sem pontuar pouco sustenta.
O Remo até consegue criar oportunidades, principalmente em contra-ataques, mas esbarra na falta de eficiência para finalizar. Em uma competição de alto nível como a Série A, essa limitação cobra seu preço.
O alerta está ligado: o time mostra organização em momentos pontuais, mas precisa transformar desempenho em resultado com urgência para reagir e sair da zona de risco.
O Remo ainda consegue sair dessa situação ou vai continuar na lanterna?
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