A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou por unanimidade, nesta terça, 17, o projeto de lei que reconhece a obra musical do compositor paraense Tonny Brasil como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. De autoria do deputado Elias Santiago (PT), a proposta ressalta a importância do artista para a cultura popular amazônica e para a consolidação do tecnobrega como um dos principais gêneros musicais da região Norte.
Natural de Belém, onde nasceu em 28 de março de 1967, Antônio Luiz do Carmo Conceição, conhecido como Tonny Brasil, é considerado o criador do tecnobrega ao combinar o brega tradicional com elementos eletrônicos e sonoridades digitais. Ao longo da carreira, assinou cerca de 2 mil composições, com aproximadamente 700 gravações feitas por ele e por artistas como Banda Calypso, Joelma, Reginaldo Rossi, Leonardo e Marília Mendonça.
Entre os sucessos mais conhecidos estão “Cúmbia do Amor”, “Fórmula Mágica”, “Leviana”, “Dois Corações” e “Meu Amor é Todo Seu”. Sua produção ajudou a projetar a música das periferias amazônicas para além da região, influenciando diferentes gerações de artistas. Tonny Brasil morreu em 2 de junho de 2024, aos 57 anos, em Belém. O reconhecimento oficial busca preservar sua trajetória e valorizar um gênero que ainda enfrenta resistência em espaços institucionais da cultura.
Parque da Cidade como Patrimônio Cultural
Na mesma sessão, os deputados também aprovaram projeto de lei, de autoria do deputado Braz (PDT), que reconhece o Parque da Cidade, em Belém, como Patrimônio Cultural de Natureza Material e Imaterial do Estado. Instalado na área do antigo Aeroporto Brigadeiro Protásio, o espaço ocupa cerca de 500 mil metros quadrados e reúne equipamentos culturais, áreas de lazer e iniciativas voltadas à economia criativa.
Inaugurado em junho de 2025 e utilizado como um dos principais cenários da COP30, o Parque da Cidade foi planejado como um novo polo cultural e ambiental da capital paraense, integrando arte, memória histórica e sustentabilidade urbana.
O post Tonny Brasil é oficializado como Patrimônio Cultural do Pará apareceu primeiro em Diário do Pará.



