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terça-feira, março 17, 2026

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Inadimplência atinge quase 74 milhões e alcança 44% dos adultos no país

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Crescimento das dívidas reduz poder de compra e afeta economia.

A inadimplência voltou a crescer no Brasil e atingiu 73,7 milhões de consumidores em fevereiro de 2026, o equivalente a 44,11% da população adulta, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O avanço da inadimplência reforça o cenário de dificuldade das famílias para equilibrar o orçamento diante do alto custo de vida e do acúmulo de dívidas.

Na comparação com fevereiro de 2025, o número de devedores aumentou 10,22%, enquanto na variação mensal, entre janeiro e fevereiro deste ano, a alta foi de 0,71%. O crescimento mais expressivo foi registrado entre consumidores com dívidas antigas, especialmente aquelas com tempo de inadimplência entre quatro e cinco anos, que avançaram 36,25%.

O perfil dos inadimplentes mostra maior concentração na faixa etária de 30 a 39 anos, com 18,01 milhões de pessoas negativadas, o que representa 53,12% dos brasileiros nessa idade. A distribuição por gênero é equilibrada, com leve predominância feminina, sendo 51,35% mulheres e 48,65% homens.

Regionalmente, o Sul apresentou a maior alta anual no número de inadimplentes, com crescimento de 9,81%, seguido pelo Sudeste (9,80%), Norte (9,16%), Centro-Oeste (7,67%) e Nordeste (7,58%). Já o Centro-Oeste lidera em proporção de inadimplentes, com 47,62% da população adulta negativada, enquanto o Sul tem o menor índice, com 39,75%.

Impacto financeiro da inadimplência

Em média, cada consumidor inadimplente devia R$ 4.992,43 em fevereiro, com débitos distribuídos entre cerca de 2,29 empresas credoras. O levantamento aponta ainda que 29,90% das dívidas são de até R$ 500, percentual que sobe para 42,51% quando considerados débitos de até R$ 1.000.

O número de dívidas em atraso também avançou 17,76% na comparação anual e 2,28% na variação mensal. Entre os setores credores, os maiores aumentos foram registrados em contas de água e luz (27,28%), seguidos por bancos (17,26%), comunicação (14,82%) e comércio (2,14%).

Distribuição das dívidas por setor

Os bancos concentram a maior parte das dívidas, com 66,22% do total, seguidos por água e luz (10,56%), outros setores (9,04%) e comércio (8,67%).

Recomendações para evitar a inadimplência

Para especialistas, o aumento da inadimplência compromete diretamente o consumo das famílias, reduzindo o acesso ao crédito e afetando o desempenho do comércio e dos serviços. A orientação é que os consumidores priorizem o planejamento financeiro e evitem assumir compromissos que não possam cumprir, como forma de recuperar o equilíbrio do orçamento e evitar o agravamento do endividamento.

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