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segunda-feira, março 16, 2026

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Remo se une ao Flamengo para discutir direitos de transmissão da Libra

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O acesso do Clube do Remo à elite do Campeonato Brasileiro Série A em 2026 acabou desencadeando um movimento político dentro da Liga do Futebol Brasileiro (Libra). Diante disso, o clube paraense está diretamente envolvido na articulação de uma assembleia que pretende destravar decisões importantes dentro do bloco.

Segundo Rodrigo Capelo, do Estadão, após meses de pouca ou nenhuma atividade institucional, a Libra realizará uma reunião no próximo dia 18 de março, no Rio de Janeiro, um dia antes da partida entre Remo e Flamengo, marcada para quinta (19). A convocação partiu justamente de três clubes: Flamengo, Grêmio e Remo.

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O encontro ocorre em um momento de insatisfação entre dirigentes com a condução de temas estratégicos da liga, principalmente relacionados ao contrato de direitos de transmissão firmado com o Grupo Globo.

Segundo a informação, um dos pontos que deve entrar em discussão é uma falha no modelo financeiro do contrato. Com o acesso do Remo à Série A e sem rebaixamentos de clubes ligados à Libra na temporada anterior, o bloco passou a contar com dez equipes na primeira divisão em 2026.

O acordo com a Globo, porém, prevê pagamento integral quando o grupo possui nove clubes na elite, mas não estabelece reajuste automático caso esse número seja maior. Na prática, isso significa que a presença do Remo na Série A não gera aumento de receita para a liga. Essa situação difere do contrato firmado entre a emissora e a Futebol Forte União. No caso da FFU, o valor fixo é de R$ 850 milhões para 12 clubes, com variação de R$ 100 milhões para cada integrante a mais ou a menos na Série A.

O tema já havia sido levantado anteriormente pelo Flamengo, mas a Globo não demonstrou interesse em renegociar os termos do contrato.

Bloco esvaziado

Já o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, detalha que a convocação formal da assembleia foi feita pelos três clubes (Flamengo, Grêmio e Remo) conforme permite o estatuto da liga. A Libra tem atualmente 15 integrantes, e o regulamento prevê que três deles podem solicitar uma reunião.

O edital da assembleia afirma que a entidade vive um momento de vazio administrativo. Os mandatos dos representantes do conselho gestor, André Rocha, CEO do Red Bull Bragantino, e Julio Casares, presidente do São Paulo Futebol Clube, se encerraram em fevereiro. Além disso, o contrato do executivo Silvio Matos, responsável pela gestão da liga, também terminou.

Com isso, atualmente apenas advogados estariam atuando formalmente pela entidade, o que, para os dirigentes, a Libra estivesse “acéfala” neste momento.

Na pauta da assembleia aparecem quatro temas principais:

  • aprovação das contas e do orçamento da Libra;
  • eleição de um novo conselho gestor;
  • revisão dos contratos de executivos da liga;
  • definição sobre a destinação de 3% de receitas relacionadas a clubes da Série B que hoje não disputam a divisão.

A principal intenção do grupo que convocou a reunião é retomar uma estrutura de gestão capaz de administrar o contrato de aproximadamente R$ 1,17 bilhão firmado com a Globo e organizar o sistema de distribuição de receitas entre os clubes.

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Redefinir rumos da Libra

Dentro da própria Libra, ainda há incerteza sobre a adesão dos clubes à assembleia e sobre os desdobramentos do encontro. Alguns dirigentes descrevem a entidade como próxima de um esvaziamento institucional caso a situação não seja resolvida.

Nesse contexto, o Remo acabou se tornando um dos protagonistas do debate. O acesso do clube paraense não apenas ampliou a presença da região Norte na elite do futebol brasileiro, mas também evidenciou um problema financeiro no contrato da liga, ajudando a acelerar a convocação da reunião que pode redefinir os rumos da entidade.

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