Mercado Financeiro

Dólar Comercial R$ 5,22 ▲
Euro R$ 5,64 ▲
Bitcoin +3.2% ▲

Editorias

Plano de ações foca no combate à violência sexual infantil no Marajó

Representantes da rede de proteção de municípios do Arquipélago do Marajó participaram, no dia 12 de março, de uma reunião em Belém para discutir ações de prevenção e resposta à violência sexual contra crianças e adolescentes na região.

O encontro foi promovido pelo UNICEF em parceria com o Instituto Peabiru, o Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes do Pará (CEVSCA) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A programação ocorreu na Polícia Civil do Estado do Pará, reunindo profissionais das áreas de assistência social, educação, saúde, segurança pública e sistema de justiça.

Dados sobre violência sexual infantil na Amazônia

O encontro ocorre em um contexto de preocupação com os registros de violência contra crianças e adolescentes na região amazônica. De acordo com o estudo “Violência contra crianças e adolescentes na Amazônia”, elaborado pelo UNICEF e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, seis dos dez estados com maiores índices desse tipo de crime no país estão na Amazônia Legal.

O levantamento aponta que a região apresenta taxas 21,4% superiores à média nacional. Entre os estados brasileiros, o Pará ocupa a quarta posição em registros de violência sexual contra crianças e adolescentes, atrás de Rondônia, Roraima e Mato Grosso.

Participação de municípios do Marajó

Durante o encontro, representantes dos municípios de Anajás, Breves, Portel e Soure apresentaram experiências relacionadas ao enfrentamento de casos de violência contra crianças e adolescentes.

Os participantes também discutiram estratégias de atuação para o ano de 2026 e ações conjuntas entre instituições públicas e organizações da sociedade civil.

Segundo os organizadores, o objetivo é ampliar a coordenação entre órgãos que atuam na prevenção e no atendimento de casos de violência sexual infantil na região. A articulação busca evitar sobreposição de iniciativas e fortalecer a rede de atendimento local.

Conteúdo relacionado: 

Ao longo do encontro, foi discutida a construção de uma agenda de atuação conjunta para 2026, com definição de prioridades e medidas voltadas à qualificação das equipes e à organização dos fluxos de atendimento às vítimas.

A delegada Ariane Melo, titular da Diretoria de Políticas Públicas e Prevenção Social da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), afirmou:

“Nosso compromisso é apoiar os municípios para que as boas práticas de proteção sejam implementadas em todo o território, garantindo que crianças e adolescentes tenham acesso aos serviços com a mesma qualidade, tanto nas áreas urbanas quanto nas comunidades mais remotas”.

A coordenadora-geral de enfrentamento às violências da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Célia Carvalho Nahas, destacou a importância da adaptação das políticas públicas à realidade local.

“As leis federais representam um marco fundamental para a proteção de crianças e adolescentes. Mas, para que elas se tornem realidade, é essencial que os fluxos de atendimento estejam adaptados à realidade de cada território”, afirmou.

Ela também acrescentou: “para termos infâncias e adolescências protegidas, precisamos ter comunidades fortalecidas. Nosso objetivo é apoiar essa articulação entre os diferentes níveis de governo para que o Marajó possa avançar na garantia dos direitos de crianças e adolescentes”.

Quer mais notícias do Pará? Acesse o nosso canal no WhatsApp

A oficial de proteção contra violências do UNICEF para a Amazônia, Nayana Goés, afirmou:

“A proteção integral de crianças e adolescentes na Ilha do Marajó exige um esforço coordenado entre diferentes instituições”.

Paulo Moraes, chefe do programa de proteção contra violências do UNICEF no país, destacou que o objetivo da organização é “fortalecer as redes locais para que cada município marajoara tenha ferramentas robustas, garantidas a partir da implementação de políticas públicas estabelecidas, e cada vez mais capacidade para atuar na prevenção e resposta à violência contra crianças e adolescentes”.

Instituições participantes

O encontro contou com representantes de diversas instituições ligadas à proteção de crianças e adolescentes, entre elas o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a Defensoria Pública do Estado do Pará, o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA), o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA-PA), além de secretarias estaduais e entidades municipais.

A iniciativa também conta com apoio do Selo UNICEF, voltado ao desenvolvimento de políticas para crianças e adolescentes em municípios da Amazônia Legal e do Semiárido. No Pará, o programa é implementado pelo Instituto Peabiru.

Na edição anterior do Selo UNICEF, entre 2021 e 2024, municípios do Marajó registraram aumento no número de registros de violações de direitos no Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (SIPIA), além de redução da evasão escolar e ampliação da cobertura vacinal infantil.

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest