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quinta-feira, março 12, 2026

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Mini Kerti aposta em histórias reais na série “Juntas & Separadas”

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A diretora da série, a cineasta carioca Mini Kerti, também é a diretora do documentário “Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui” (2025). Crédito foto: Naiara Jinknss

A partir desta quinta-feira (12), o público poderá acompanhar as histórias das amigas Laura (Sheron Menezzes), Ana Lia (Natália Lage), Claudinha (Debora Lamm) e Joana (Luciana Paes), protagonistas da série “Juntas & Separadas”, produção original do Globoplay em coprodução com a Conspiração.

Esta é a primeira obra audiovisual da escritora Thalita Rebouças, que dedicou o projeto às mulheres maduras, inspirada em experiências pessoais. Com dez episódios disponíveis de uma só vez na plataforma, a série tem roteiro assinado por Thalita Rebouças e Juliana Araripe, com direção geral da cineasta Mini Kerti.

O trabalho também marca a estreia de Thalita em uma produção voltada ao público adulto. A ideia nasceu de uma vivência íntima: o fim de um casamento longo, aos 40 anos, e o processo de reconstrução que veio depois.

Durante esse período, já enfrentando a chegada da menopausa e redescobrindo o próprio corpo e o desejo, a autora passou a se cercar de outras mulheres que viviam situações semelhantes. Esses encontros — muitas vezes em conversas de bar, trocas noturnas e redes de apoio improvisadas — acabaram se transformando no ponto de partida da série.

Essa experiência pessoal se transforma em ficção e dialoga com histórias reais. Cada personagem reúne fragmentos dessas mulheres observadas ao longo do caminho, formando um retrato afetivo e reconhecível dessa fase da vida.

A trama começa com a separação de Laura e, a partir desse momento, acompanha a construção da amizade entre quatro mulheres muito diferentes entre si, mas que compartilham experiências semelhantes de divórcio e recomeço. Unidas, elas enfrentam um processo de autodescoberta, amadurecimento e reconstrução emocional.

Mais do que apresentar respostas, a série levanta questões importantes: quem somos quando um casamento termina? Como redescobrir o desejo depois dos 40 anos? E o que significa envelhecer em uma sociedade que muitas vezes invisibiliza mulheres maduras?

Amizade, humor e temas delicados

Segundo a diretora Mini Kerti, a série aborda temas delicados com leveza e humor.

“A série fala sobre separação depois dos 40 anos, mas também sobre a força da amizade entre mulheres. É sobre troca, empatia e apoio. Essas mulheres se ajudam, dizem verdades umas às outras e enfrentam juntas os conflitos da vida”, afirma.

Ela destaca que, apesar dos temas sérios, o tom da série é leve.

“O texto da Thalita é muito bem-humorado. Conseguimos tratar assuntos mais difíceis de uma forma divertida, mas também profunda. Falamos de envelhecimento, novos relacionamentos e das transformações que acontecem depois de um divórcio.”

Uma equipe majoritariamente feminina

Além de abordar o universo feminino, a série também contou com uma equipe formada em grande parte por mulheres.

“A diretora de arte era Kiti Duarte, a figurinista Helena Payton, e tínhamos várias diretoras e produtoras no set. Foi muito bonito ver mulheres se reconhecendo nessas histórias enquanto filmávamos”, conta Mini Kerti.

Do documentário à ficção

Mini Kerti também é diretora do documentário “Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui” (2025), que retrata a trajetória da cantora paraense conhecida como “rainha do carimbó”.

O filme acompanha a vida da artista antes da fama, quando ainda era professora e militante cultural, até se tornar um dos grandes nomes da música amazônica após os 70 anos.

“Sempre fui muito apaixonada pela Dona Onete. Fiz o documentário ao longo de um ano e fui várias vezes a Belém e a Igarapé-Miri. Conviver com ela foi uma experiência incrível”, relata.

Segundo a diretora, muitas pessoas ainda desconhecem a dimensão da artista e da cultura amazônica.

“Quando exibimos o filme no Rio e em São Paulo, muita gente ficou surpresa. As pessoas saem emocionadas e perguntam: ‘Que Brasil é esse?’. Acho muito bonito poder apresentar essa história.”

O documentário deve estrear nos cinemas no segundo semestre, após a participação em festivais internacionais.

Novos projetos

Entre os próximos trabalhos da diretora estão um documentário sobre a cantora Preta Gil e uma produção no gênero true crime.

“Também estou dirigindo meu primeiro true crime, sobre uma médica acusada de matar mais de 300 pacientes. São projetos bem diferentes, mas todos ligados a histórias reais”, adianta.

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