O lateral-esquerdo Luciano Taboca, que estreará, hoje à noite, pelo Paysandu, é um persistente. O jogador, de 32 anos, natural do estado de Sergipe, contou, ontem, na Curuzu, em sua primeira entrevista como contratado do Papão, que por duas vezes trocou o campo de futebol pelo campo da agricultura, sempre alimentando o sonho de fazer sucesso no primeiro, correndo atrás da bola. O atleta revelou que a transferência do Cametá para o time bicolor foi festejada pelo pai, que segue trabalhando na produção agrícola, mas acompanhando a carreira do filho, mesmo à distância, e o restante da família.
“O meu começo não foi muito bom. Comecei em Sergipe, comecei a jogar, só que não tive oportunidade e voltei a trabalhar na roça. Passei uns dois anos trabalhando (na roça). Voltei a jogar futebol, não deu certo de novo e voltei pra roça. Aí Deus me abriu essa porta para vir para o Pará. Joguei no Cametá no ano passado e depois fui para o Águia, voltei para o Cametá de novo (este ano), tive um excelente trabalho e, agora, estou aqui no Paysandu”, contou o jogador, um dos novos contratados do clube bicolor.
A persistência de Luciano Taboca
O lateral falou, ainda, sobre a recepção de seus familiares ao serem informados pelo jogador sobre a vinda para o Paysandu. Meu pai está muito orgulhoso, minha família. Sempre que os times me ligam, primeiramente agradeço a Deus e segundo ao meu pai. Meu pai fez tudo por mim. Ele veio da roça e ainda hoje está na roça. Ele tirava da boca dele pra comprar chuteira pra mim e hoje agradeço a ele por tudo”, declarou Taboca. Além disso, ele promete dar o seu melhor no novo clube. “Vou valorizar bastante. Só quem veio do pouco sabe o que eu estou falando. Isso aqui é um sonho realizado”, afirmou.
O lateral garantiu estar afiado para estrear pelo Papão. “Vinha jogando e estou pronto para ser utilizado pelo professor (técnico Júnior Rocha)”, assegurou. Por fim, mesmo atuando como lateral, função que, em princípio não o obriga a fazer gol, Taboca costuma balançar a rede dos adversários. “Essa sempre foi a minha característica. O Rogerinho (técnico do Cametá) sempre me deu liberdade de chegar na frente para fazer gol”, disse. Aliás, os registros dão conta de que ele já marcou ao longo da carreira profissional 22 gols. Dois deles pelo Cametá, um em cada temporada em que esteve no Mapará.
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