O preço do petróleo está a caminho de um salto recorde, com contratos futuros do Brent chegando a superar US$ 119 por barril em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, cenário que disparou temores de interrupções prolongadas na produção e no transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, rota vital do mercado global de energia.
A cotação permaneceu mais de 15% acima dos níveis registrados desde meados de 2022, refletindo cortes de oferta por grandes produtores e a crescente insegurança no fornecimento, que também tem levado países do G7 a discutir o uso de reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços.
Conflito prolonga instabilidade
Analistas apontam que o conflito pode prolongar a instabilidade nos mercados de commodities, com impactos diretos nos preços dos combustíveis, inflação global e custos de energia, pressionando economias dependentes de importação de petróleo e complicando esforços para estabilizar os mercados financeiros
Alta nos combustíveis
No Brasil, mesmo com parte do petróleo sendo produzido internamente, os preços ainda acompanham as oscilações do mercado global. Caso a cotação do Brent se mantenha acima de US$ 110 ou US$ 120 por barril por um período prolongado, especialistas apontam que pode haver pressão para novos aumentos na gasolina e no diesel, além de impacto indireto no gás de cozinha, muito utilizado nas residências.
Outro efeito esperado é o aumento dos custos de transporte e logística, já que o diesel é o principal combustível utilizado em caminhões. Isso pode encarecer o frete e, consequentemente, elevar o preço de alimentos e outros produtos, ampliando as pressões inflacionárias em diversos países.
O aumento expressivo dos preços ocorre em meio a cortes de produção em países do Golfo, medo de bloqueios no transporte e interrupção de cadeias de abastecimento, fatores que mantêm a volatilidade elevada e sinalizam riscos persistentes para a economia mundial.
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