A chegada do técnico Léo Condé no comando do Clube do Remo marca o início de um novo momento para o time azulino nesta temporada. Após o empate no clássico Re-Pa do último domingo (8), a equipe inicia oficialmente o trabalho com o novo treinador, visando reorganizar o elenco e virar a página rapidamente para os desafios nacionais.
O duelo contra o Paysandu Sport Club terminou empatado, mas confirmou o rival como campeão do Campeonato Paraense de 2026, já que o Paysandu havia conquistado vantagem no primeiro jogo da final.
Enquanto Condé acompanhava a partida das tribunas, observando o desempenho do grupo que agora passará a comandar, quem esteve à frente da equipe na área técnica foi o auxiliar técnico permanente, Flávio Garcia.
Após o confronto, Garcia destacou que a transição para o novo treinador será feita de forma natural, com diálogo constante para facilitar a integração de Condé com o elenco.
“Eu conheço o elenco, estou aqui há três anos, sei do potencial dos que estavam aqui já, dos que chegaram. Conversei com o Léo durante a semana inteira, ele assistia os treinos nossos durante a semana, então é um cara que vai sentar pra conversar, ele fez avaliação do jogo”, afirmou.
O auxiliar explicou ainda que servirá como ponte entre treinador e jogadores neste início de trabalho. “Então a gente vai sentar pra conversar, qualquer dúvida, qualquer aspecto que ele tiver sobre o elenco, eu vou estar pronto pra responder para ele, baseado também na maneira como ele joga, porque é diferente de como o míster Osório jogava, então a gente vai ter que fazer esses ajustes”.
Virada de chave
Garcia comentou que o começo da temporada foi especialmente desafiador, afetado pelas alterações no calendário do futebol brasileiro por conta da Copa do Mundo, o que prejudicou sobretudo equipes que subiram recentemente, como o Remo.
Agora, o foco do Leão Azul está voltado para o confronto com o Fluminense Football Club. Para Garcia, o duelo terá características distintas em relação ao clássico estadual.
“O jogo contra o Fluminense é outra característica. O Fluminense não vai ficar tão baixo como o rival ficou hoje. Acho que a gente vai ter um pouco mais de espaço para jogar. Do outro lado é uma equipe com muita qualidade, a gente vai ter que ficar muito ligado para não ser atacado”, analisou.
Com a disputa da Campeonato Brasileiro Série A e da Copa do Brasil pela frente, o Remo precisa rapidamente deixar para trás a frustração pelo vice-campeonato estadual.
“A partir de agora a preparação para o jogo contra o Fluminense começa e naturalmente a gente tem que virar a chave, porque não adianta ficar lamentando o que aconteceu hoje, porque quinta-feira já tem outra pedreira e no domingo tem outra pedreira fora de casa. Então, faz parte da nossa profissão isso, é virar a chave agora mesmo se tivéssemos ganhado e não adiantaria comemorar porque já tem que virar a chave porque tem um jogo pesado. Temos que recuperar o pessoal que vai ser um jogo muito duro”, concluiu Garcia.
Com a chegada de Léo Condé e a sequência de jogos, o Remo inicia um novo capítulo, buscando reagir rápido, se manter competitivo na Série A e na Copa do Brasil, e construir uma identidade forte e agressiva para a equipe azulina.
Com informações de Tylon Maués
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