O técnico Júnior Rocha comemorou a conquista do Campeonato Paraense pelo Paysandu e destacou o significado do título dentro do processo de reconstrução vivido pelo clube. Após o empate em 0 a 0 com o Remo no Mangueirão, o Papão garantiu a taça estadual pela 51ª vez na história.
Para o treinador, a conquista é reflexo de um trabalho construído ao longo da temporada, com um elenco formado em grande parte por jovens atletas e com um orçamento inferior ao do rival.
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“É uma atmosfera de tudo que eu vivi até agora. Já trabalhei em clubes de massa, mas não com uma torcida tão apaixonada e imponente como essa. Ela merece ser tratada desta forma em campo, com muita entrega, muita garra, muita dedicação e sangue. É a cara da nossa equipe. Nossa equipe é a cara da nossa torcida”, comentou.
Júnior Rocha também destacou que o Paysandu entrou na final preparado para enfrentar o rival independentemente das diferenças de divisão no cenário nacional.
“Eu sempre falo que não tenho receio, medo nunca vou ter. Vamos ter sempre respeito, mas receio nunca. A gente se prepara conforme o jogo exige. Tenho a felicidade de trabalhar com meninos sonhadores que estavam disputando um título contra uma equipe de Série A, com salários muito maiores que os nossos, mas conseguimos fazer de igual para igual pelo trabalho do dia a dia”, ressaltou.
O treinador ainda valorizou o comprometimento do elenco bicolor, que, segundo ele, comprou a ideia de um modelo de jogo baseado em organização, treino e estratégia.
“Conseguimos competir porque treinamos muito, ensaiamos e praticamos aquilo que o futebol pede. Todos os jogadores compraram a ideia de se preparar e colocar em prática no dia do jogo”, pontuou.
Júnior Rocha também falou sobre o momento vivido pelo Paysandu, que passa por um processo de reorganização após temporadas difíceis, e afirmou que a conquista estadual representa um passo importante nessa nova fase.
“Estou tendo o privilégio de estar à frente desta torcida maravilhosa. Sei que o clube está passando por uma reformação por causa do passado que teve, mas quando chegamos falamos que era preciso esquecer o passado e reescrever uma nova história”, disse.
Por fim, o treinador ressaltou a fome de vitória do grupo e projetou um futuro competitivo para o Papão ao longo da temporada.
“Fazer parte dessa reestruturação tem sido um privilégio muito grande. São atletas que querem vencer, têm fome para aprender e competir. O Paysandu vem forte em 2026”, finalizou.


