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segunda-feira, março 9, 2026

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Cervejas sem glúten conquistam consumidores além dos intolerantes

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Marcas ampliam oferta de cervejas sem glúten no mercado brasileiro.

As cervejas sem glúten vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro e conquistando consumidores mesmo entre aqueles que não possuem intolerância à proteína. A expansão desse segmento tem sido impulsionada por mudanças no comportamento do público e por investimentos das grandes cervejarias em novos rótulos e campanhas de divulgação.

Dados do setor indicam crescimento expressivo nas vendas. Segundo informações da Ambev, rótulos sem glúten registraram forte aumento de demanda em 2025: a Stella Pure Gold teve alta de cerca de 150% nas vendas, enquanto a Michelob Ultra cresceu aproximadamente 85% no mesmo período. O portfólio da empresa também passou a incluir a Skol Zero Zero entre as opções voltadas a esse público.

O movimento também é observado em outras grandes fabricantes. O Grupo Heineken, por exemplo, afirma ter registrado crescimento de dois dígitos na categoria no último ano com marcas como Amstel Ultra, Sol e Praya, reforçando que a procura por bebidas sem glúten deixou de ser um nicho restrito e passou a representar uma tendência mais ampla de consumo.

Estratégias de marketing e visibilidade

Para ampliar a visibilidade desses produtos, as empresas têm investido em estratégias de marketing e presença em grandes eventos. Durante o Carnaval de São Paulo, por exemplo, ambulantes comercializaram versões sem glúten nas ruas, enquanto campanhas publicitárias e ações em programas de grande audiência ajudaram a popularizar a categoria entre novos consumidores.

Além das grandes marcas, cervejarias artesanais também passaram a explorar esse mercado. Um exemplo é a Japas Cervejaria, que desenvolveu a cerveja Oniguiri, produzida à base de arroz, ingrediente naturalmente livre de glúten. A criação surgiu após uma das sócias descobrir intolerância à proteína e buscar alternativas para continuar consumindo a bebida.

Processo de produção e legislação

Tradicionalmente, a cerveja é produzida com cevada ou trigo, cereais que contêm glúten. Para criar versões livres da proteína, fabricantes utilizam grãos alternativos — como arroz, milho, sorgo ou quinoa — ou aplicam processos enzimáticos que reduzem o teor de glúten na bebida. Pela legislação, um produto é considerado sem glúten quando apresenta menos de 20 partes por milhão da substância.

Especialistas apontam que a popularidade dessas bebidas não se explica apenas por restrições alimentares. Muitos consumidores buscam opções consideradas mais leves, com menor teor calórico e melhor digestibilidade, o que amplia o público interessado nesse tipo de cerveja.

O post Cervejas sem glúten conquistam consumidores além dos intolerantes apareceu primeiro em Diário do Pará.

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