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segunda-feira, março 9, 2026

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Re-Pa não é para os fracos

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Leão e Papão disputam a taça. Foto: Mauro Ângelo/ Diário do Pará.

O clássico deste domingo (8), às 17h, no estádio Jornalista Edgar Proença, tem todos os ingredientes para escrever mais um capítulo glorioso nesta saga de rivalidade e paixão entre os dois maiores clubes da Amazônia. Remo e PSC chegam ao confronto final com força máxima, incluindo Bryan Macapá e Diego Hernández, que estavam suspensos.

A lembrança do primeiro Re-Pa decisivo ainda entusiasma os corações bicolores, impressionados com a intensidade do time de Júnior Rocha. Em 45 minutos, a vitória foi construída à base de muita luta e marcação forte, que se estendeu por todos os quadrantes do campo.

Por razões inversas, a torcida azulina também tem motivos para não esquecer o que aconteceu naquela tarde de domingo no Mangueirão. O time de Juan Carlos Osório foi taticamente massacrado pelo adversário, que cercou a área e impôs agressividade sobre os pontos vulneráveis da defesa.

Dos dois lados, a expectativa para a finalíssima é a melhor possível. E existem justificativas concretas para isso. A começar pelo fato de que o PSC fez suas melhores apresentações do ano nos dois clássicos, tanto o da 1ª fase quanto na partida que abriu a decisão.

Outro motivo para crer numa evolução é o tempo dedicado à preparação nesta semana. Foram seis dias muito bem aproveitados para fazer ajustes, corrigir situações e treinar variações de jogo.

Com um ataque rápido, que vem funcionando bem, Júnior Rocha busca tornar Kleiton Pego mais participativo em relação a Ítalo e Thaylon. Nos clássicos anteriores, só ele apresentou rendimento insatisfatório.

O elenco do Remo também inspira expectativas positivas na torcida. A ideia primária é que uma atuação tão fraca como a anterior não irá se repetir. Mesmo sem a presença do técnico Léo Condé para orientar a preparação, o grupo treinou com afinco sob o comando de Flávio Garcia.

A postura silenciosa de boa parte dos jogadores indica a formalização de um pacto para dar uma resposta em campo. O retorno de um jogador importante e decisivo como Sávio, que havia sido afastado por Osório, pode contribuir para elevar a força ofensiva da equipe.

Yago Pikachu, um dos líderes do elenco, e Alef Manga, destaque na Série A, são outros pontos de referência importantes. Pikachu, que não conseguiu achar espaço para mostrar seu jogo nos clássicos, é claramente um jogador que vai em busca de protagonismo na partida de hoje.

A responsabilidade que o Remo carrega pelo investimento maior conflita com a vantagem que o PSC ostenta no jogo final, obtida na vitória de 2 a 1. São aspectos que, como sempre, fazem do centenário duelo uma opereta deliciosamente amazônica.

Jardim e Condé: sutilezas e diferenças

Léo Condé será um espectador privilegiado do Re-Pa decisivo no Mangueirão. Informações repassadas pela assessoria do Remo indicam que o novo treinador vai ficar instalado numa cabine do estádio, acompanhando o jogo em comunicação com o auxiliar Flávio Garcia, que comandou a preparação da semana e estará à beira do gramado.

Contratado desde a terça-feira, 3, Condé preferiu não assumir a responsabilidade de comandar o time na partida decisiva. Apresentou uma justificativa familiar qualquer e pulou fora. Atitude previsível, principalmente para quem conhece a força da rivalidade no futebol paraense, e não está a fim de correr riscos desnecessários.

Léo Jardim, contratado no mesmo dia pelo Flamengo, assumiu o cargo de imediato, participou dos treinamentos e vai acompanhar o time à beira do campo contra o Fluminense pela final do Carioca. Reside aí a diferença abissal na forma de gerir os dois clubes. Enquanto Condé ficou à vontade para se esquivar, Jardim nem pensou em meter o atestado.

Zagueiro camaronês impressiona

Poucas vezes um jogador recém-contratado demonstrou tanto entusiasmo ao ser apresentado em Belém. O zagueiro camaronês Duplexe Tchamba, se empolgou e soltou um “orgulho do c…” ao falar com os repórteres. A passagem por Portugal, onde jogou pelo Casa Pia por quatro temporadas, deixou raízes óbvias no sotaque do jogador. Certas expressões tidas como palavrões no Brasil são usadas socialmente pelos portugueses.

Tchamba, 27 anos, foi contratado a pedido do técnico Juan Carlos Osório, que via necessidade de mais um zagueiro pelo lado esquerdo, para revezar com Kayky e Léo Andrade, jogadores que eram preferencialmente escalados durante a passagem do colombiano pelo Baenão.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV, com participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. Em debate, todos os detalhes do jogo final da decisão do Campeonato Paraense. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado. 

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