Remo e Paysandu se enfrentam no clássico Re-Pa, neste domingo, 8, às 17h, no Mangueirão. A disputa não passa unicamente pela conquista da taça do Parazão, mas coloca em campo duas fases e projetos distintos dos clubes, ficando difícil cravar um favorito.
Vencedor do primeiro clássico por 2 a 1, o Paysandu joga por um empate. Se perder por um gol de diferença, seja qual for o placar, ainda tem a possibilidade de disputar o título nas penalidades.
A equipe bicolor é melhor treinada neste começo de temporada, o que faz com que o time consiga se impor diante do adversário: um Clube do Remo com jogadores de primeira divisão, investimentos maiores e o “trunfo” de estar na elite do futebol brasileiro.
Troca de comando
Depois da derrota do último domingo, o Leão demitiu Juan Carlos Osorio e contratou Léo Condé, que desembarcou em Belém momentos antes da bola rolar. O comando da equipe ficará a cargo do auxiliar técnico fixo do clube, Flávio Garcia.
Por ser um time que ostenta o “status” de Série A, a pressão no time azulino não é pequena. Por enquanto, os jogos do Remo não têm sido dos melhores, principalmente quando o assunto é o Parazão.
Com o time B ou com a artilharia máxima, a equipe remista não conseguiu engrenar, patinou contra adversários muito mais fracos e, diante do maior rival, teve um empate em que conseguiu igualdade já nos minutos finais e a derrota da semana passada.
Sufocar o adversário
Por outro lado, o Papão de Júnior Rocha terá mais uma vez força máxima. A provável formação deve ser a mesma que iniciou o clássico do último domingo. A estratégia deve seguir a mesma linha: sufocar o adversário desde o começo do jogo e abrir o placar.
A tática será de aproveitar a fragilidade do Remo nos momentos iniciais, dando o gás nos momentos finais. Do lado azulino, a ordem é não inventar e dar de tudo, excluindo improvisações e tirando ao máximo a capacidade técnica que o elenco atual permite.
Entre os jogadores, dos dois lados, as opiniões são semelhantes: a decisão está aberta e é preciso manter os pés no chão para garantir a conquista. O lateral-esquerdo bicolor, Facundo Bonifazi afirmou o seguinte:
“Clássico é diferente, não há um igual ao outro, ainda mais uma decisão. Nós trabalhamos no dia a dia procurando melhorar para fazer um bom jogo. Temos que ter muita humildade e saber corrigir os erros que tivemos, pois jogamos contra uma equipe de muita qualidade”.
Na outra ponta, o lateral-direito azulino, João Lucas, pontuou que “é um clássico muito pegado. Tudo que a gente podia errar, a gente já errou. Agora é erro zero, concentração nos 90 minutos. Todos estão focados e mirando o mesmo objetivo, que é ser campeão”, diz o lateral-direito azulino João Lucas.
Ao público, cabe esperar – e acalmar o coração – em um Re-Pa que promete duelo técnico, centrado e sem margem para amadorismo. Este será o encontro de número 783 entre Remo e Paysandu.
Ficha técnica
Paysandu x Remo
- Local: Mangueirão
- Horário: 17 horas
- Data: 08/03
Escalação
- Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Castro, Iarley (Quintana) e Facundo Bonifazi; Caio Mello, Pedro Henrique e Marcinho; Thayllon, Kleiton Pego e Ítalo Carvalho. Técnico: Júnior Rocha
- Remo: Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Kayky Almeida e Braian Cufré; Zé Ricardo, Leonel Pico, Patrick de Paula e Vitor Bueno; Alef Manga e João Pedro. Técnico: Flávio Garcia
Árbitros
- Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
- Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Anne Kesy Gomes de Sá (AM)
- Quarto-Árbitro: Deborah Cecília Correia (PE)
- Quinto-Árbitro: Felipe Souza da Silva
- VAR: Diego Pombo Lopez (BA)
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