25 C
Belém
sábado, março 7, 2026

Descrição da imagem

Estudo aponta aumento da violência contra a mulher no País

Data:

Descrição da imagem
Pará registra maior aumento entre estados monitorados – Foto reprodução: Paulo Pinto/Agência Brasil

Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, um novo levantamento da Rede de Observatórios da Segurança acende um alerta sobre o avanço da violência de gênero no país. O estudo, publicado nesta sexta-feira (06), aponta que, em média, 12 mulheres sofrem algum tipo de violência a cada 24 horas nos nove estados monitorados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

Os dados foram obtidos a partir de um acompanhamento diário de informações divulgadas na mídia ao longo de 2025. Ao todo, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres, número que representa um crescimento de 9% em comparação com 2024.

Entre os dados que mais preocupam está o aumento da violência sexual. O levantamento contabilizou 961 registros de estupro ou abuso sexual em 2025, um salto de 56,6% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 602 casos. Do total de vítimas, 56,5% tinham entre 0 e 17 anos, evidenciando a vulnerabilidade de meninas e adolescentes.

O relatório também destaca a relação entre vítimas e agressores. Em 78,5% das ocorrências, os crimes foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros, mostrando que grande parte da violência acontece dentro de relações afetivas ou no ambiente doméstico.

Além disso, o monitoramento registrou 546 casos de feminicídio e sete de transfeminicídio. Considerando ainda os homicídios envolvendo mulheres, o total chega a 1.004 mortes nos estados analisados.

Outro ponto observado pelos pesquisadores é a falta de informações sobre raça ou cor das vítimas nas notícias analisadas. Em 86,7% dos casos, esse dado não foi informado, o que dificulta a criação de políticas públicas mais direcionadas para enfrentar a violência.

Especialistas defendem mais prevenção

O relatório aponta que é necessário ampliar ações de prevenção e educação, indo além das respostas policiais e judiciais após a ocorrência da violência. Entre as recomendações estão programas educacionais sobre igualdade de gênero nas escolas e iniciativas que enfrentem padrões culturais que normalizam agressões contra mulheres.

A pesquisadora Flávia Melo, autora do principal texto da publicação, destaca a importância de dar visibilidade aos dados para romper o silêncio em torno do problema.

“Evocar a vida, em vez da morte, em um documento estatístico que compõe um perturbador inventário das violações, cumpre o papel paradoxal e necessário de romper as ‘máscaras silenciadoras’ e de amplificar vozes de denúncia e resistência que transbordam os números”, afirmou.

Como denunciar

Mulheres vítimas de violência doméstica, abuso ou assédio podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia. O atendimento também está disponível pelo WhatsApp (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

Também é possível registrar denúncias em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), delegacias comuns ou unidades da Casa da Mulher Brasileira. Além disso, casos de violações de direitos humanos podem ser denunciados pelo Disque 100, enquanto emergências policiais devem ser comunicadas pelo 190.

Canais de denúncia no Pará

No Pará, mulheres que enfrentam situações de violência podem acionar a rede de proteção pelos seguintes contatos:

  • Polícia Militar: 190
  • SAMU: 192
  • Disque Denúncia: 181
  • Atendente virtual “Iara” (Disque Denúncia): (91) 8115-9181
  • Delegacia Virtual: www.pc.pa.gov.br
  • Central de Atendimento à Mulher: 180

A orientação das autoridades é que vítimas e testemunhas denunciem qualquer situação de violência, para que a rede de proteção possa agir rapidamente e garantir segurança às mulheres.

O post Estudo aponta aumento da violência contra a mulher no País apareceu primeiro em Diário do Pará.

Compartilhe

Descrição da imagem

Mais Acessadas

Descrição da imagem