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sábado, março 7, 2026

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‘Sicário’, braço direito de Vorcaro, se suicidou na prisão da PF

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Sicário era braço direito de Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: PMMG

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como operador de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, morreu na noite de quarta-feira, 4, após cometer suicídio enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.

O caso ocorreu na Superintendência Regional do órgão em Minas Gerais, logo após sua prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero. Mourão teria utilizado a própria camiseta para se enforcar. 

Segundo o Estadão, o Samu foi acionado e deu continuidade ao atendimento, encaminhando Luiz a um hospital, mas ele não resistiu. Os vídeos da ocorrência serão entregues ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Ainda de acordo com o Estadão, apesar da confirmação da PF de Minas, uma nota nacional da corporação não confirma o óbito, pois ainda transcorre o prazo do protocolo de morte encefálica que, no Brasil, exige dois exames clínicos, um teste de apneia e um exame complementar.

Sicário e “A Turma” 

Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, nome que remete ao latim sicarius (homem da adaga), exercia uma função importante na estrutura de Daniel Vorcaro: era responsável por conseguir informações sigilosas, monitorar adversários e neutralização de ameaças aos interesses do banqueiro.

As investigações da PF indicam que Mourão tinha acesso indevido a sistemas do Ministério Público Federal, da própria Polícia Federal e até de órgãos internacionais como o FBI e a Interpol para monitorar desafetos de Vorcaro.

As investigações revelaram diálogos onde Vorcaro teria pedido que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, fosse agredido e tivesse “todos os dentes quebrados” em um assalto forjado. 

Além disso, “Sicário” comandava uma estrutura chamada “A Turma”, usada para coletar informações e intimidar funcionários contrários às vontades do banqueiro. Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês, pagos por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

O que dizem as defesas 

Em nota enviada ao Estadão, a assessoria de Vorcaro esclareceu que o empresário “jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas” e que as mensagens citadas foram “retiradas de contexto”. 

Já a defesa de Fabiano Zettel informou que seu cliente se apresentou voluntariamente à Polícia Federal e que, embora ainda não tenha tido acesso ao objeto integral das investigações, permanece “à inteira disposição das autoridades”.

Com informações do Estadão 

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