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sábado, março 7, 2026

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Mãe coloca gravador em mochila do filho e grava maus tratos em cheche

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Uma moradora do Distrito Federal decidiu instalar uma escuta na mochila do filho, de 2 anos e 8 meses, após perceber que ele havia “mudado de comportamento” desde que começou a frequentar uma creche pública. O que ouviu nas gravações confirmou a suspeita: a criança vinha sofrendo maus-tratos por parte das cuidadoras dentro da sala de aula.

Segundo a mãe, a técnica de enfermagem Gessicarla de Almeida, o menino passou a apresentar sinais claros de sofrimento. “Ele chegava com muita fome e como se tivesse passado o dia todinho chorando. Os olhinhos bem lacrimejados. Eu perguntava: ‘Filho, você chorou?’. E ele: ‘Chorei’”, relata. Além disso, a criança começou a chorar ao ver a mochila e a dizer que não queria ir para a “escolinha”. As gravações revelam que a criança chegou a permanecer chorando por pelo menos uma hora seguida, sem pausas e sem acolhimento.

Nos áudios, são ouvidas falas ríspidas e ameaças direcionadas ao menino. Em um dos trechos, uma monitora afirma: “Você não vai me ganhar no choro. Vai ficar o dia todo aí, nem que fique com fome”. Em outro momento, diz: “Pode morrer de chorar”. Também há registro de ordem para que ele se afaste: “Não quero você aqui perto de mim não. Vai para lá”.

Creche Pública em Sobradinho II

O Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Araçá-Mirim fica em Sobradinho II, a poucas quadras da casa da família. A unidade é pública, de responsabilidade do Governo do Distrito Federal, mas administrada pelo Instituto Vitória-Régia. A Coordenação Regional de Ensino de Sobradinho informou que o instituto desligou as três profissionais que atuavam na sala assim que recebeu a denúncia.

Como os nomes das envolvidas não foram divulgados, não foi possível localizar a defesa da professora e das educadoras citadas nas gravações.

Após ter acesso ao conteúdo, Gessicarla registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e acionou o Conselho Tutelar. A criança foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exame. A família sustenta que o menino foi vítima de violência psicológica no ambiente escolar.

Denúncias de Maus-Tratos e Apuração do Caso

A reportagem apurou ainda que este não seria o primeiro caso envolvendo a mesma creche. Fotos feitas por familiares mostram a testa e as pernas machucadas de uma menina de 2 anos que também frequentava a unidade. A família registrou ocorrência à época. “A minha netinha passou por maus-tratos na creche, mas calaram a gente. Hoje a gente tem voz e a gente quer justiça, para que outras crianças não passem por isso”, afirma a aposentada Renata de Queiroz, avó da criança.

A Secretaria de Educação do DF informou que acompanha o caso e que a conduta dos profissionais é apurada sempre que há denúncia. O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade e a fiscalização nas unidades de educação infantil, etapa considerada decisiva para o desenvolvimento emocional e social das crianças.

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