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segunda-feira, março 9, 2026

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Pressão, erro e gol: como o Paysandu dominou o Leão Azul no clássico

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Pressão, erro e gol: como o Paysandu dominou o Leão Azul no clássico
Foto: Irene Almeida

No clássico que coloca os nervos à flor da pele, o Paysandu escolheu não esperar. Desde o primeiro minuto da final do Campeonato Paraense, diante do Clube do Remo, o time bicolor se impôs como quem sabia exatamente o que fazer. A vitória por 2 a 1, no Re-Pa, foi construída com estratégia, intensidade e maturidade.

A equipe comandada por Júnior Rocha reconheceu as limitações e, a partir delas, montou um plano quase perfeito. A pressão na saída de bola azulina foi sufocante no primeiro tempo. O Leão Azul não conseguia respirar, muito menos organizar o jogo.

Sem a bola, o Paysandu formava a última linha defensiva com cinco. Thayllon fechava como lateral-direito, enquanto Edilson afunilava para encurtar espaços de Vitor Bueno, virando uma espécie de volante. A recomposição era coordenada, compacta, solidária. Marcinho, Pedro Henrique, Thayllon e Castro sustentaram intensidade alta, com disciplina tática de dar inveja no rival.

O primeiro gol nasceu da insistência. O camisa 10 bicolor roubou a bola após erro na tentativa de passe de Marllon, avançou, esperou a passagem de Caio Mello e tocou para o volante finalizar firme, sem chances para Marcelo Rangel. Era o retrato do jogo: pressão, erro forçado e punição.

O segundo gol, novamente, teve a maestria do maestro que desviou lançamento de cabeça, dando um passe e deixando Thayllon na boa para invadir nas costas de Léo Andrade. O atacante bicolor tocou para trás e Marcinho, livre na área, tocou para o fundo do gol, marcando o segundo do Papão.

Na etapa final, o cansaço apareceu. As linhas baixaram, o Remo cresceu, mas o Paysandu soube sofrer. Resistiu com organização e espírito coletivo, saindo vitorioso dos primeiros 90 minutos de uma guerra de 180.

Mais que vantagem na decisão, o resultado deixa a sensação de projeto promissor. Base valorizada, reforços pontuais e um treinador que, mais uma vez, soube montar a equipe para jogar bem o clássico.

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