Mais do que um simples confronto regional, o clássico entre Clube do Remo e Paysandu Sport Club atravessa gerações sustentado por números que ajudam a explicar por que o Re-Pa é considerado o maior duelo da Amazônia. Em mais de um século de história, o encontro acumulou centenas de jogos, milhares de gols e um equilíbrio que mantém a rivalidade viva dentro e fora de campo.
Ao todo, as equipes já se enfrentaram 781 vezes, com 1.975 gols marcados. O retrospecto geral aponta vantagem azulina: são 270 vitórias do Remo, que também soma 988 gols. O Paysandu aparece logo atrás, com 245 triunfos e 987 bolas na rede. O número de empates chega a 266, reforçando o caráter disputado do clássico.
No Campeonato Paraense, o cenário segue nivelado. Em 362 partidas, o Remo venceu 126 vezes, contra 111 do Paysandu, além de 125 empates. No ataque, a diferença também é mínima: 430 gols azulinos contra 426 bicolores.
Competições nacionais
Quando o palco é o Campeonato Brasileiro, o equilíbrio permanece. Em 35 confrontos válidos por competições nacionais, o Remo venceu 11 vezes e o Paysandu 10, enquanto 14 partidas terminaram empatadas. Curiosamente, o número de gols é exatamente o mesmo: 40 para cada lado.
A história do clássico também é marcada por resultados expressivos. A maior goleada pertence ao Paysandu, que venceu por 7 a 0 em 1945. O Remo respondeu anos antes com um 7 a 2, em 1939. Já o maior período de invencibilidade ficou com o Leão Azul, que passou 33 jogos sem perder entre 1993 e 1997.
Re-Pa: Os Artilheiros que fizeram história
Entre os personagens que ajudaram a construir essa trajetória, os artilheiros também ajudaram a construir essa história; Hélio aparece como o maior artilheiro do confronto, com 47 gols pelo Paysandu. Já o recorde de participações pertence ao atacante Quarentinha, que disputou 135 partidas com a camisa bicolor.
Agora, com o Re-Pa 782, mais um capítulo será acrescentado a uma rivalidade que se renova a cada encontro, mantendo viva a essência do chamado Clássico Rei da Amazônia. Neste domingo (1º), as equipes voltam a se enfrentar pela final do Campeonato Paraense, o Parazão 2026, o primeiro duelo do Re-Pa, às 17h, no Mangueirão.
*Com informações de Kaio Rodrigues.
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