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sábado, março 7, 2026

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Ex-aluna da USP que desviou dinheiro de formatura tem nova condenação

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A ex-aluna de medicina da Universidade, Alicia Dudy Muller Veiga, voltou a ser condenada pela Justiça de São Paulo por estelionato Foto: Divulgação

A ex-aluna de medicina da Universidade de São Paulo (USP) Alicia Dudy Muller Veiga voltou a ser condenada pela Justiça de São Paulo por estelionato, ampliando a ficha criminal que começou a ser escrita ainda em 2023, quando confessou ter desviado R$ 937 mil arrecadados pela comissão de formatura da própria turma.

Desta vez, o novo episódio envolve uma casa lotérica e uma tentativa de pagamento com Pix agendado para adquirir quase R$ 900 mil em apostas da Lotofácil. Pela nova condenação, ela pode cumprir mais três anos de prisão em regime semiaberto, além de ter que ressarcir o prejuízo causado ao estabelecimento.

O caso que ganhou repercussão nacional começou quando Alicia, então presidente da comissão de formatura, transferiu para a própria conta os R$ 937 mil arrecadados pelos colegas. À época, alegou ter retirado o dinheiro por desconfiança da empresa responsável por administrar os recursos.

As investigações, porém, apontaram que parte significativa do valor foi usada para despesas pessoais. Pela conduta, ela foi condenada a cinco anos de prisão em regime semiaberto e ao pagamento de indenização equivalente ao prejuízo. A decisão, no entanto, ainda é alvo de recurso e tramita sob sigilo.

Agora, a nova sentença detalha um episódio ocorrido em uma lotérica onde Alicia já era cliente conhecida. Segundo o responsável pelo estabelecimento, ela frequentava o local desde abril, realizando apostas altas, que chegavam a R$ 10 mil quase diariamente, o que lhe rendeu confiança entre os funcionários.

Em determinado dia, ela teria encomendado R$ 891,5 mil em bilhetes da Lotofácil e indicado que faria o pagamento por meio de um Pix agendado — modalidade que não permite compensação imediata.

Desconfiados, os funcionários perceberam que o pagamento não seria efetivado na hora. Houve discussão, e Alicia desistiu da aposta. O problema é que, até aquele momento, R$ 193 mil já haviam sido efetivamente registrados em apostas. De acordo com a denúncia, ela deixou o local levando os bilhetes correspondentes a esse valor sem que o pagamento tivesse sido concluído.

A Justiça entendeu que houve estelionato também nesse caso e fixou pena de três anos em regime semiaberto, além da obrigação de reparar o dano de R$ 192.908,47, quantia que será corrigida e acrescida de juros.

Apesar das condenações, Alicia conseguiu obter registro profissional e aparece como médica ativa junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM), fato que também gerou debate nas redes sociais sobre os critérios e prazos para eventual suspensão ou cassação do exercício profissional em situações envolvendo condenações criminais ainda não definitivas.

Procurada, a defesa da ex-estudante, representada pelo advogado Sergio Giolo, informou que irá recorrer da nova sentença. Em nota, afirmou que não é adequado comentar o mérito da acusação neste momento, destacando que há recursos pendentes e medidas em análise por instâncias superiores, que discutem supostas nulidades no processo. Segundo o advogado, eventuais manifestações públicas ocorrerão no tempo e foro apropriados, com respeito ao devido processo legal e à ampla defesa.

O caso reacende o debate sobre crimes de estelionato praticados com uso de ferramentas digitais e sobre os limites entre confiança, amizade e controle financeiro — uma combinação que, quando mal administrada, costuma terminar na Justiça.

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