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quarta-feira, março 11, 2026

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“É do clube, não meu”: Roger Aguilera fala sobre R$ 12 milhões listados como dívida

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“Não é minha dívida”: Roger Aguilera se pronuncia sobre créditos no processo do Papão – Foto: Jorge Luis Totti/PSC

O ex-presidente do Paysandu, Roger Aguilera, apareceu na lista de credores do clube paraense com um valor de R$ 12.371 milhões, classificado como crédito quirografário decorrente de empréstimos realizados durante sua gestão. A informação consta no processo de Recuperação Judicial do clube, que tramita na 12ª Vara Cível e Empresarial de Belém.

Em entrevista ao programa Cartaz Esportivo, da Rádio Clube, nesta segunda-feira (23), Aguilera esclareceu que não pretende cobrar qualquer valor do Paysandu e reforçou que os recursos que ele e sua família doaram ao clube são doações integrais, destinadas exclusivamente ao Papão.

“O que eu doei pro clube, eu doei 100% para o clube. Todo o dinheiro que eu e minha família sempre doamos, isso é do clube. Essa dívida não é minha, é do clube”, afirmou o ex-presidente.

O valor listado como crédito, explicou Aguilera, é fruto de um mal-entendido contábil: como ele era o presidente na época, algumas dívidas foram registradas em seu nome, mas não correspondem a empréstimos pessoais. Ele ressaltou que a gestão atual está ajustando a documentação para refletir corretamente a situação.

Aguilera também comentou sobre a complexidade financeira do futebol brasileiro e os desafios enfrentados na gestão do Paysandu. Segundo ele, mesmo clubes de grande porte enfrentam dificuldades para equilibrar receitas e despesas, especialmente em competições nacionais:

“Você pega a Série B, por exemplo, e muitas vezes a folha de pagamento não é compatível com a receita. No começo do ano, o clube estava em um caos, com jogadores pedindo para sair e dificuldades financeiras. Mas sempre buscamos honrar os compromissos e manter o time competitivo”, afirmou.

O ex-presidente ainda enfatizou que a Recuperação Judicial é um procedimento de reorganização financeira, não significando falência ou venda do clube. Ele garante que o Paysandu terá fôlego para manter salários em dia e organizar as dívidas do passado de forma estruturada.

“Essa recuperação vai deixar o clube mais saudável financeiramente e permitirá crescer de forma sustentável. Tudo o que minha família colocou no Paysandu foi doação integral, sem qualquer cobrança”, concluiu.

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