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quarta-feira, março 11, 2026

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Papão vai usar Re-Pa como termômetro para a temporada

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Para Júnior Rocha, o Re-Pa será a chance de medir em que patamar realmente está o time bicolor – Foto: Jorge Luis Totti/PSC

A decisão do Parazão coloca frente a frente dois projetos distintos. De um lado, o Paysandu, que convive com limitações financeiras e aposta em um planejamento baseado na valorização das categorias de base. Do outro, o Remo, na Série A do Campeonato Brasileiro, com elenco mais experiente, investimentos elevados e nomes rodados em competições nacionais. Para o técnico Júnior Rocha, a final representa mais do que a chance de título: é um termômetro para medir o momento e o nível real da equipe bicolor.

Ao projetar o clássico, o treinador deixou claro que o confronto funciona como um espelho da temporada. “Falando da final, é um jogo importante para ver o real nível que a gente está, porque nós vamos pegar um uma equipe que o elenco deles é, se não a maioria, mas bota aí 70, 80% são atletas que vem jogando a Série A, atletas de ponta de Série B. Então, vai ser um grande teste para a gente ver o real nível que nós estamos.”

O principal objetivo do Lobo em 2026 está além do estadual. A Série C é tratada como prioridade absoluta, com a meta clara de buscar o acesso. Nesse cenário, a final surge como uma prova antecipada de maturidade. Júnior Rocha quer observar como os jogadores, muitos deles jovens, respondem à pressão, à atmosfera de um Re-Pa decisivo e ao enfrentamento com atletas mais experientes.

Consolidação do trabalho no Papão

Dentro de campo, o treinador aposta na consolidação de um modelo de jogo trabalhado diariamente. Ele detalha que o foco passa pela construção desde o primeiro terço, pela organização no meio e pela eficiência na finalização. “A gente trabalha nosso modelo de jogo desde a construção do primeiro terço, segundo terço e depois a finalização. Estamos ensaiando bastante, fazendo repetições. O entendimento dos atletas está sendo cada vez melhor. Pensar o jogo, entender o jogo. Pensar melhor e entender onde ir, onde não ir.”

Essa convicção vem acompanhada de um discurso de proteção ao elenco. O técnico faz questão de assumir responsabilidades e blindar os atletas do peso excessivo do resultado. “Vamos repetir o que estamos ensaiando. Se formos para o jogo e não fazermos o que estamos acostumados a fazer no dia a dia, com certeza não vai dar certo. Eu tenho que passar essa confiança para eles, assumindo toda a responsabilidade.”

Comprometimento bicolor

Por fim, o treinador destacou o comprometimento do grupo e o peso da arquibancada. “Eu me comprometo demais aqui e vejo isso nos jogadores também… agora vamos enfrentar um time que é favorito, com toda humildade, mas no estadual as coisas se igualam. Nós temos uma torcida formidável, maravilhosa… O Re-Pa é sensacional”. Entre limitações, planejamento e ambição, o Paysandu chega à final consciente das dificuldades, mas disposto a usar o clássico como um marco de afirmação e aprendizado para o restante da temporada.

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