O duelo entre Remo e Internacional, válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, carrega muito mais do que três pontos em disputa. Marcado para esta quarta-feira (25), às 19h, no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, o confronto resgata uma ligação histórica entre os clubes marcada por um nome inesquecível: Bira.
O reencontro entre Remo e Inter pela Série A após quatro décadas reacende memórias de um atacante que fez história vestindo as duas camisas. Ídolo no Beira-Rio e referência no Baenão, Bira é um raro elo entre os clubes, lembrado tanto pelo faro de gol quanto pela trajetória marcante no futebol brasileiro.
Natural de Macapá, Ubiratan Silva do Espírito Santo foi personagem marcante da história de dois clubes tradicionais do futebol brasileiro. Em 1979, integrou o elenco do Internacional campeão brasileiro de forma invicta, uma das conquistas mais emblemáticas do clube gaúcho. Antes disso, construiu uma trajetória histórica pelo Clube do Remo, entre 1977 e 1979, marcou 115 gols com a camisa azulina, tornando-se o quinto maior artilheiro da história do Leão Azul. Ídolo da torcida, foi tricampeão paraense e artilheiro do Campeonato Paraense de 1979, com 32 gols, desempenho que o credenciou à transferência para o Internacional e consolidou seu nome entre os grandes atacantes de sua geração.
Confira:
Legado e Memória de Bira
Bira faleceu aos 65 anos em 2020, vítima de complicações de um câncer no fígado, deixando um legado que ultrapassa estatísticas. Mesmo após encerrar a carreira, manteve ligação com o futebol, atuando como técnico e sendo lembrado com respeito por onde passou.
A história do atacante é cercada de curiosidades, inclusive o apelido “Bira Burro”, que atravessou gerações e ganhou diferentes versões ao longo do tempo. A primeira surgiu no segundo relatos, teria origem em confusões do atacante durante entrevistas em rádios locais, o que acabou gerando brincadeiras entre torcedores e cronistas esportivos da época. Apesar disso, Bira sempre foi reconhecido como um jogador de grande inteligência e técnica dentro de campo.
Já a segunda versão do apelido está ligada a 1979, quando o atacante escolheu defender o Internacional em detrimento do Flamengo, negociação que estava praticamente encaminhada. A decisão foi criticada por parte da imprensa nacional, que considerava o clube carioca uma vitrine maior. Independentemente da origem, o nome virou sinônimo de personalidade forte, gols decisivos e uma carreira que marcou o futebol do Norte e do Sul do país.
Assim, quando Remo e Internacional entrarem em campo no Mangueirão, o confronto vai além da tabela do Brasileirão. Será também um reencontro simbólico com a trajetória de um artilheiro que conseguiu o feito raro de fazer história nos dois lados.
O post Goleador histórico une Remo e Internacional apareceu primeiro em Diário do Pará.


