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domingo, março 8, 2026

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Restos mortais dos Mamonas terão destino inesperado após exumação; entenda

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Restos mortais dos Mamonas terão homenagem incomum; saiba qual

Três décadas depois de uma das maiores tragédias da música brasileira, os corpos dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados na próxima segunda, 23. As famílias chegaram a um acordo para que os restos mortais sejam cremados e transformados em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde os músicos viviam. A iniciativa busca transformar a dor em memória viva, numa homenagem que dialoga com a alegria contagiante que marcou a trajetória do grupo.

O acidente aéreo na Serra da Cantareira completa 30 anos no próximo dia 2 de março. Naquela noite de 1996, Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli retornavam de um show em Brasília a bordo de um Learjet 25D, prefixo PT-LSD. Por volta das 23h15, durante uma tentativa de arremetida, a aeronave se chocou contra a serra, ao norte de São Paulo. Além dos músicos, morreram o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

A tragédia interrompeu uma carreira meteórica. Em menos de um ano, os Mamonas Assassinas conquistaram o país com um estilo irreverente, que misturava rock, humor escrachado e letras que atravessaram gerações, como “Brasília Amarela” e “Pelados em Santos”. O primeiro e único álbum da banda, lançado em junho de 1995, vendeu 1,8 milhão de cópias em apenas oito meses — número que, ao longo dos anos, chegaria a cerca de 3 milhões, consolidando-se como um dos maiores sucessos comerciais da música nacional.

No auge da popularidade, o grupo arrastava multidões. O show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi o último da turnê no Brasil antes de a banda se dedicar ao segundo disco e iniciar apresentações em Portugal. Cerca de quatro mil pessoas, em sua maioria crianças e adolescentes, assistiram à apresentação marcada pela energia inconfundível de Dinho, que, vestido com fantasia de coelhinho de pelúcia, cantou, dançou e fez o público rir até o último minuto.

A exumação, quase 30 anos depois, não apaga a perda, mas reforça o legado. Transformar os restos mortais em árvores é um gesto simbólico: assim como suas músicas continuam a brotar em festas, rádios e memórias afetivas, a lembrança dos Mamonas seguirá viva, agora também enraizada em solo guarulhense — como a alegria simples e espontânea que eles espalharam pelo Brasil inteiro.

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