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quinta-feira, março 12, 2026

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Parazão 2026: Paysandu e Cametá chegam como favoritos

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Papão e Mapará chegam fortes para a reta final – Foto reprodução: redes sociais

A fase decisiva do Campeonato Paraense 2026 chega com um cenário bem diferente do que se desenhava no início da competição. Se camisa pesada e investimento costumam pesar, nesta reta final quem chega melhor dentro de campo são Paysandu e Cametá, dois times que, por caminhos distintos, mostraram mais solidez, identidade e margem de crescimento.

O Cametá é, sem dúvida, a grande força do campeonato até aqui. Líder da fase classificatória, o Mapará Elétrico construiu sua campanha com organização tática, regularidade e confiança, qualidades raras em um estadual marcado pela oscilação dos favoritos. A vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu não foi um ponto fora da curva, mas a confirmação de um time bem treinado, competitivo e confortável em assumir o protagonismo. Campeão em 2012, o Cametá chega às semifinais com a vantagem do mando e com a sensação de que pode ir além do papel de surpresa.

Do outro lado, o Paysandu, maior detentor de títulos do Parazão, cresce no momento certo. Mesmo após uma primeira fase irregular, o time bicolor chega às semifinais apostando na vitalidade, na intensidade e, principalmente, na fome de afirmação de atletas formados na base. Marcinho e Ítalo Carvalho funcionam como pontes entre juventude e experiência, sustentando um elenco que parece mais disposto a competir do que a administrar resultados. Ítalo, inclusive, divide a artilharia da competição e representa a nova aposta bicolor: jogador de peso, com experiência e intensidade em campo, mostrando ação acima de qualquer status.

Essa valorização da base levanta uma reflexão inevitável: por que essa aposta não veio antes? Em um estado que historicamente produz talentos, o Paysandu talvez esteja colhendo agora os frutos de um caminho que poderia ter sido explorado em temporadas anteriores, evitando elencos caros, instáveis e sem identidade.

Clubes pressionados

Já o Clube do Remo chega pressionado. Mesmo com maior investimento e conciliando o Parazão com a Série A do Campeonato Brasileiro, o Leão Azul apresentou um futebol confuso. A constante troca de peças, a ausência de uma base titular e um comando técnico que ainda não encontrou soluções claras deixaram o time desorganizado. O peso da camisa segue sendo um trunfo, mas, em campo, o Remo entra como incógnita diante de um Cametá mais ajustado e confiante.

O Castanhal, por sua vez, aparece como o grande azarão entre os quatro. Sem o favoritismo da capital e longe dos holofotes, o Japiim chega leve, competitivo e com pouco a perder. Em mata-mata, esse perfil costuma ser perigoso, especialmente contra um Paysandu que ainda busca estabilidade plena.

Confrontos e Expectativas

As semifinais, marcadas para este domingo (22), às 17h, colocam frente a frente estilos bem distintos: Cametá x Remo, no Parque do Bacurau, e Paysandu x Castanhal, na Curuzu. O desenho atual aponta para um leve favoritismo de Cametá e Paysandu, mas o Parazão 2026 já mostrou que tradição, sozinha, não ganha jogo.

E fica no ar uma pergunta que todo torcedor quer ver respondida: será que não teremos um clássico Re-Pa na grande final deste ano? Tradicional e sempre imprevisível, o duelo entre Paysandu e Remo é um sonho de muitos. O Papão tem mostrado um desempenho mais consistente nesta reta final, enquanto o Leão Azul enfrenta uma missão mais difícil para avançar, precisando superar suas limitações dentro de campo se quiser chegar à decisão.

Se mantiverem o que apresentaram até aqui, Mapará e Papão largam na frente na corrida pelo título. A fase decisiva, porém, é implacável: quem chegar sem organização e convicção tende a ficar pelo caminho.

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