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domingo, março 8, 2026

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Refrigerante de soro de leite deve ser vendido em breve

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Projeto da EPAMIG pode chegar à indústria até 2027. Foto: Marcelo Ribeiro/EPAMIG

O chamado “Refrigerante do Bem”, uma bebida láctea gaseificada produzida a partir de soro de leite, avançou para as etapas de validação e segue em desenvolvimento como alternativa inovadora no setor de alimentos. A proposta é oferecer uma bebida carbonatada que pode ser acidificada ou fermentada, com possibilidade de enriquecimento com proteínas, vitaminas e minerais.

O projeto é conduzido pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). Além do apelo nutricional, a iniciativa busca ampliar o aproveitamento do soro de leite, subproduto comum da cadeia láctea que, quando descartado inadequadamente, pode gerar impacto ambiental.

Segundo o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da EPAMIG, Junio de Paula, o nome “Refrigerante do Bem” reflete tanto o potencial ambiental quanto os benefícios à saúde. A bebida preserva nutrientes do leite, como cálcio, vitaminas e sais minerais, podendo ainda conter prebióticos e probióticos.

Testes em fase avançada

A etapa atual inclui ensaios de caracterização do soro de leite, com análise de composição, qualidade e parâmetros básicos. Nessa fase, também são definidos os ingredientes e o método de fabricação mais adequado.

Na sequência, o produto será fabricado em escala industrial na fábrica-escola da EPAMIG ILCT. O plano experimental prevê dois tratamentos, fermentação ou acidificação, com quatro repetições. Após o envase, as amostras serão armazenadas sob refrigeração para avaliação de estabilidade ao longo do tempo.

Durante o período de estocagem, serão realizadas análises físicas, químicas e microbiológicas para verificar segurança, estabilidade e vida de prateleira. A meta é comprovar a viabilidade tecnológica da bebida carbonatada à base de soro, assegurando que o produto atenda aos critérios regulatórios, inclusive para eventual classificação como probiótico.

Transferência para o setor produtivo

Concluídas as análises, o cronograma prevê divulgação científica dos resultados, com apresentação em congressos, publicação de artigos e elaboração de relatório técnico.

De acordo com a coordenação do projeto, a expectativa é que, após a conclusão prevista para o início de 2027, a tecnologia possa ser transferida para laticínios interessados, desde que cumpridas as exigências regulatórias e industriais, como adequação de linhas de produção, registro e rotulagem.

Apoio institucional

O desenvolvimento do “Refrigerante de Soro” conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A execução é da EPAMIG ILCT, com gestão administrativa da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).

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