Depois do empate em 1 a 1 com a Amazônia independente em pleno Baenão e de ter ficado em 5º na primeira fase do Parazão, o Clube do Remo mal teve tempo para descansar. O elenco do Leão se reapresentou na segunda-feira para o treino regenerativo, treina nesta terça-feira, dia 17, pela manhã e à tarde viaja a Marabá, onde na quarta-feira, 18, encara o Águia, às 20h, no estádio Zinho Oliveira, em jogo único válido pelas quartas de final do Campeonato Paraense. Se houver empate no tempo normal, a decisão da vaga vai para as penalidades.
E esse time que entrará em campo deve ser bem diferente do que tem atuado na competição estadual. Na entrevista coletiva após o jogo de domingo, Juan Carlos Osório deixou claro que os testes estão na fase final. Agora, são jogos decisivos, que valem muito e não há mais margem para erros. Ainda não vai ser o time que vem jogando na Série A, mas será bem mais parecido com ele. Os testes estão em reta final, inclusive chegando ao ponto sem volta de que será preciso diminuir o elenco.
Desempenho e expectativas
Nesse começo de temporada, onde duas equipes vêm jogando, uma na competição nacional e outra na estadual, é fora das divisas paraense que as atuações têm sido melhores. O Remo ainda não venceu no Brasileirão, mas as duas últimas partidas tiveram momentos tão bons que deixaram a torcida esperançosa. No estadual, a liderança folgada e isolada foi, pouco a pouco, dando a lugar a atuações abaixo do esperado, com três empates seguidos, todos com o time azulino saindo atrás do placar.
A campanha fez com que, se chegar até a decisão, provavelmente o Remo terá que jogar sempre fora de Belém. Como vai ser agora, nesta quarta-feira, tendo que se deslocar a Marabá. “Não conseguimos ter êxito de ter esses jogos em casa. Infelizmente, isso dificulta um pouco a nossa trajetória na competição, mas é o que nos resta. Temos que levantar a cabeça, ir lá e competir com esses adversários independente das circunstâncias”, comentou o volante Zé Welison.
O futuro do elenco
Neste vestibular, são esses atletas do estadual que correm o risco de estar no listão dos que darão adeus ao Evandro Almeida. Por isso, essas partidas ganham importância. Também no domingo, Osório afirmou que alguns atletas que ele esperava não estão rendendo muito, sem citar nomes, mas o recado foi dado. “Eu acho que para manter o nível dos atletas, eles têm que competir. E não podem competir 35 ou 34 atletas de campo, temos que ter 25. E aí, competir em ambos os torneios, dois torneios ao mesmo tempo. Então, eu continuo pensando que tem que reduzir o elenco, e melhorar a qualidade”, afirmou o treinador colombiano.
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