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sexta-feira, março 13, 2026

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Paciência é a palavra-chave no Paysandu, que aposta em evolução

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Time bicolor está em processo de reconstrução – Foto: Jorge Luis Totti/PSC

A chegada de Júnior Rocha ao Paysandu representa um desafio diferente na sua trajetória profissional. Contratado em meio a dificuldades financeiras e a um processo de reconstrução esportiva, o treinador assumiu o comando sabendo que o trabalho exigiria mais formação do que respostas imediatas. Em apenas seis partidas à frente da equipe, Rocha já convive com a necessidade de desenvolver atletas jovens e sustentar convicções em um clube pressionado por resultados.

Grande parte do elenco utilizado neste início é formada por jogadores da base, realidade que tem exigido um trabalho pedagógico intenso. “Sou um eterno aprendiz. Venho aprendendo todos os dias com os atletas, porque trabalho com muitos jogadores da base. Tenho um carinho especial por eles, sei o quanto o futebol é difícil”, destacou o treinador. Além disso, segundo ele, o processo vai além do campo. “Preciso fazer eles pensarem, estudarem, sentarem na frente do vídeo para aprendermos juntos. É desgastante, mas tem sido uma experiência maravilhosa.”

Estratégias e desafios do treinador no Paysandu

Rocha também tratou com naturalidade as oscilações comuns ao futebol. “As oscilações são normais. O atleta passa por isso, o treinador também. O que podemos controlar é a dedicação do dia a dia e estar sempre ao lado do jogador”, avaliou. Mesmo diante das dificuldades, o técnico reforça a busca por um estilo de jogo propositivo. “Nunca vamos desistir de tentar jogar, ter a bola e oferecer um futebol melhor ao torcedor, mesmo sendo mais difícil.”

Internamente, diretoria e torcida entendem que o principal objetivo da temporada está na disputa da Série C, onde o clube buscará o retorno à Série B. O Parazão, neste contexto, serve como etapa de amadurecimento. “Não existe receita pronta. É sacrifício, resiliência, estudo e força de vontade para melhorar o futebol e entregar o que o torcedor merece.”

Classificado, o Paysandu agora projeta o confronto contra a Tuna Luso, com confiança de evolução. Ou seja, para Rocha, o caminho está traçado: paciência, trabalho diário e coerência com o projeto.

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