Em 1º de fevereiro de 2026, durante a tradicional oração na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Leão XIV convocou os fiéis a um jejum inédito para a Quaresma: além da abstinência alimentar, ele pediu a renúncia a palavras ofensivas. A iniciativa visa reduzir a linguagem agressiva, especialmente nas redes sociais e na política, durante os 40 dias de reflexão que antecedem a Páscoa.
Quaresma: reflexão e penitência
A Quaresma é o período de 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa, no qual os católicos praticam oração, penitência e abstinência, buscando renovação espiritual. Tradicionalmente, o jejum inclui a abstenção de certos alimentos, como carne.
O Papa Leão XIV, porém, ampliou o conceito de jejum: além do aspecto físico, ele propôs a abstinência de palavras que ferem o próximo, reforçando a importância da gentileza e da responsabilidade na comunicação. Segundo ele, o gesto é especialmente relevante em um contexto global marcado por polarização política e discursos agressivos nas redes sociais.
Impacto global do “jejum das palavras ofensivas”
O apelo do pontífice vai além da esfera religiosa, atingindo diretamente o ambiente digital e político. Ao conscientizar sobre o impacto das palavras, a iniciativa pode incentivar líderes, comunicadores e cidadãos a repensarem a forma como se expressam, promovendo debates mais respeitosos e construtivos.
Embora o Vaticano não tenha poder legislativo sobre redes sociais ou política, sua influência moral pode gerar movimentos de conscientização, incentivando comunidades e instituições a adotarem práticas mais éticas na comunicação.
O poder da palavra na sociedade contemporânea
Leão XIV destacou a necessidade de “medir as palavras e cultivar a gentileza” em todos os espaços: família, trabalho, redes sociais e debates políticos. Ele alertou para os danos emocionais e sociais frequentemente invisíveis causados por palavras ofensivas, que podem se multiplicar rapidamente em um mundo globalizado.
A proposta convida a uma reflexão sobre responsabilidade ética na comunicação, ressaltando que palavras têm poder e podem influenciar decisões e relações, tanto pessoais quanto sociais.
Um chamado à transformação
Com este jejum, o Papa reforça que a Quaresma não é apenas sobre privação física, mas também sobre cuidado com a linguagem e respeito ao próximo. São 40 dias para refletir sobre a comunicação, promover gentileza e combater polarizações.
O “jejum das palavras ofensivas” representa, portanto, um convite à ética na comunicação global, capaz de influenciar não apenas fiéis, mas toda a sociedade, estimulando empatia e responsabilidade em tempos de divisão e conflito.
Fonte: G1 Mundo
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