Expulso neste sábado, 14, do BBB 26, o ex-jogador Edílson Capetinha voltou ao centro das atenções e reacendeu lembranças de uma carreira marcada tanto por títulos importantes quanto por polêmicas fora e dentro de campo.
Ídolo do futebol brasileiro nos anos 1990 e início dos anos 2000, Edílson construiu uma trajetória vitoriosa com passagens de destaque por clubes como Palmeiras e Corinthians, além de integrar o elenco da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 2002 — último título mundial do Brasil.
Ao longo da carreira, o atacante disputou 711 partidas e marcou 305 gols. Era um driblador nato e muito veloz. Pensava à frente de muitos oponentes. Entre as principais conquistas estão três títulos do Campeonato Brasileiro (1993 pelo Palmeiras e 1998 e 1999 pelo Corinthians), o Mundial de Clubes de 2000 pelo Corinthians e o pentacampeonato mundial com a Seleção.
Conhecido pela personalidade forte, o baiano também protagonizou diversas declarações polêmicas. Já aposentado, chegou a afirmar em entrevistas que teria sido melhor que craques como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
Polêmicas que marcaram a trajetória do Capetinha
Embaixadinhas e confusão histórica no Paulistão de 1999
Um dos episódios mais lembrados aconteceu na final do Campeonato Paulista de 1999. Vestindo a camisa do Corinthians, Edílson fez embaixadinhas nos minutos finais, com o título praticamente garantido. A atitude foi interpretada como provocação e terminou em briga generalizada entre jogadores, marcando a rivalidade entre os clubes.
Rivalidade e parceria no Flamengo
No Flamengo, onde atuou em 2000, 2001 e 2003, Edílson dividiu protagonismo e discussões com o meia sérvio Petkovic. Apesar das brigas, os dois foram peças importantes na conquista do tricampeonato carioca e, anos depois, o próprio Edílson afirmou que os dois se tornaram amigos.
Episódio com arma e agressão a treinador
Em 2004, quando defendia o Vitória, Edílson se envolveu em um dos episódios mais graves da carreira. Segundo relatos da época, ele apareceu armado na concentração, disparou tiros para o alto e, após ser repreendido pelo técnico Evaristo de Macedo, deu um soco no treinador. Anos depois, o ex-atacante afirmou se arrepender profundamente do caso.
Problemas judiciais por pensão alimentícia
A vida pessoal também teve episódios conturbados. O ex-jogador chegou a ser preso mais de uma vez por dívidas relacionadas ao não pagamento de pensão alimentícia. Em 2016 e 2017, por exemplo, ele foi detido por débitos que, somados, chegavam a centenas de milhares de reais.
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