A premissa de que a arte deve ser democrática e acessível a todos é um pilar fundamental para a cidadania, a inclusão social e o desenvolvimento cultural. Democratizar a arte significa difundir produções artísticas para todas as classes sociais, incluindo regiões periféricas, e eliminar barreiras físicas, sensoriais ou econômicas que limitam o acesso à cultura. Pensando nisso, a artista visual amazônida Mama Quilla criou o projeto “Arte que Transforma – Murais Coletivos Amazônicos”, com objetivo de transformar espaços públicos da cidade de Belém por meio da arte urbana, promovendo revitalização urbana, valorização da cultura amazônica e inclusão social.
“A ideia surgiu da necessidade de democratizar a arte de forma mais inclusiva, percebendo que muitas pessoas ainda não conseguem acessar a arte, especialmente pessoas cegas e com baixa visão. O projeto nasce do desejo de usar a arte urbana como ferramenta de transformação social, valorizando a identidade amazônica e garantindo que a arte possa ser sentida por todos”, falou a artista.
A iniciativa consiste na criação de murais coletivos inspirados na fauna e flora da Amazônia, desenvolvidos com a participação ativa da comunidade. “Além da produção dos murais, o projeto realiza oficinas gratuitas de formação artística, voltadas principalmente para jovens, ampliando o acesso à arte e incentivando o desenvolvimento de habilidades no campo das artes visuais”, disse Mama Quilla.
Na última sexta-feira, 06, aconteceu oficina de muralismo na Escola Estadual Lauro Sodré e hoje, 09, o projeto realiza oficina de murais táteis, ministrada por Mama Quilla, que apresenta práticas artísticas acessíveis, possibilitando que pessoas cegas e com baixa visão tenham acesso ao mural por meio do tato.
“O projeto acontece em etapas que começam com oficinas gratuitas de formação artística, seguidas pela criação coletiva dos murais. Uma parte central é a produção de murais táteis, com relevo, braille e áudio descrição, que serão instalados em espaços públicos e educacionais de Belém, deixando um legado artístico acessível e inclusivo”, contou Mama Quilla.
Na próxima quarta, 11, é a vez do Instituto José Álvares Azevedo, receber a Oficina de Criação Tátil em Biscuit e Braille, ministrada por Hugo Figueiredo, além da oficina de Arte e Pintura. “Além do mural em espaço público, a Escola Estadual Lauro Sodré e o Instituto José Álvares Azevedo também receberão murais táteis, ampliando o alcance do projeto em espaços educacionais e fortalecendo o compromisso com a acessibilidade cultural”, adiantou a artista, que se sente muito feliz e emocionada por realizar o projeto e fazer a arte chegar a mais pessoas.
“Realizar um projeto que amplia o acesso à arte para pessoas que historicamente foram excluídas desses espaços é muito potente. Ver a arte sendo sentida, tocada e vivenciada por esse público reforça o sentido do meu trabalho e me confirma que a arte realmente pode transformar”, destacou ela. A artista pretende no futuro levar o projetos para mais espaços, alcançando assim mais pessoas e permitindo que cada vez mais as pessoas possam ter acesso à arte.
“A ideia é que o projeto continue e se expanda, alcançando mais espaços, mais comunidades e mais pessoas, fortalecendo a produção de murais táteis e ações formativas acessíveis, para que a arte inclusiva se torne cada vez mais presente no cotidiano da cidade e da região”, finalizou a artista.
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