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domingo, março 15, 2026

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João Pedro brilha, entra para a história e projeta Re-Pa decisivo

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João Pedro foi decisivo no acesso e agora lidera ataque azulinoFoto: Samara Miranda/Remo

Do time que conquistou o acesso para a Série A no ano passado, poucos estão conseguindo se manter entre os titulares. Marcelo Rangel era uma pedra cantada. Ídolo da torcida azulina, ele tem se mantido no time de cima. Já no ataque, a manutenção do centroavante João Pedro acabou sendo uma surpresa em face das contratações feitas para o setor.

Mesmo na Segundona de 2025, o jogador não vinha como titular absoluto. Ele teve uma grande arrancada na reta final, entrando inclusive para a história do clube com os dois gols no jogo que garantiu a volta à elite. Nas duas primeiras rodadas da Primeirona, ele esteve lá, e contra o Mirassol-SP ele deixou sua marca. O gol foi o primeiro do Leão Azul após um hiato de 32 anos longe da primeira divisão. Curiosamente, marcou também o primeiro gol de um jogador guineense no Brasileirão.

João Pedro é nascido e criado em Portugal, e chegou a defender a seleção nacional nas categorias de base. Já profissional, se naturalizou pelo país do seu pai, chegando a entrar em campo pela equipe de Guiné Bissau, e na última quarta-feira ele marcou o seu nome na história.

Bem a seu estilo, João garante que isso é algo que entra para as estatísticas, mas que o foco é tão grande no momento que prefere pensar mais no que pode ser feito daqui adiante. Na última entrevista coletiva antes do clássico, ele falou sobre o gol, sobre a importância desse jogo e de quanto ele mexe com a cidade e com o próprio elenco, e do quanto ele acredita que o Remo pode fazer uma boa campanha na primeira divisão do Brasileirão.

P Quanto o clássico fica mais difícil diante de uma maratona de jogos como a que o Remo vive?

Relevância do Clássico e a Adaptação aos Jogos

R O clássico é muito importante para a cidade, para a torcida, para nós e queremos ganhar esse jogo. A gente sabe a importância, a dificuldade que é, mas nós somos jogadores de futebol e nós temos que saber lidar com essas situações. Na Europa acontece muitas vezes dois, três jogos por semana, aqui também acontece. O que é que não acontece de um dia para o outro. Deu para o time ir da melhor maneira, uns jogaram para o Brasileirão, outros jogaram ontem e domingo, se calhar, de certeza, vão chegar outros. O importante é que todos os atletas estão a trabalhar bem, estão a representar bem o Remo, isso é uma coisa que eu quero realçar, que todo mundo, da estrutura e atletas, faz tudo para representar bem o estado do Pará.

P Você se tornou o primeiro guineense a marcar um gol na primeira divisão do Brasil. Qual a relevância desse feito?R Para mim, todos os gols são importantes. Claro que têm certos gols que têm um saborzinho especial, mas acho que o mais importante é o trabalho que tem sido feito de toda a equipe, de todos os jogadores, de todo o staff. Ouvi dizer isso, mas não tenho muita noção, porque eu me ocupo mais naquilo do meu dia a dia, no trabalho, e acho que se trabalho bem, eu vou estar sempre mais próximo de ajudar o Remo a marcar gols, de fazer assistências. É para isso que trabalho, é para isso que estou aqui, e espero poder dar ainda mais alegrias, porque é para a frente que temos de andar.

P Esse bom momento, titular na Série A, gera uma cobrança a mais?

R Tenho a noção que não vou poder marcar todos os jogos e acho que são poucos os jogadores no mundo que conseguem fazer gols em todos os jogos. Acho que isso percebe quem está de fora que não entende muito de futebol, tenta exigir sempre gols em todos os jogos. Eu exijo trabalhar bem, ajudar a equipe, fazer de tudo para conseguir os três pontos. É nisso que me foco. Óbvio que se pudesse marcar em todos os jogos eu assinava, mas nem sempre é possível. O importante é que estou conseguindo ajudar o Remo, estou feliz aqui.

P Tem clássico apenas para cumprir tabela ou é sempre de uma importância enorme pela rivalidade?

R Vamos fazer de tudo para ganhar. Sabemos a importância e a responsabilidade do que é um Re-Pa. No ano passado tive a oportunidade de participar, também já participei de outros clássicos em outros países, mas aqui, com o Remo e Paysandu é uma rivalidade muito grande. Boa também, porque eu acho que isso enaltece o futebol. Acho que o futebol tem que haver essa rivalidade, essa disputa. E é um grande jogo e eu quero jogar, como todos os outros. A adrenalina está lá em cima, a vontade de que chegue logo indicando jogo. Vamos dar tudo, trabalhar no máximo esses dias até chegarmos em grande forma para conseguirmos os três pontos.

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