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quarta-feira, março 11, 2026

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Argentina que fez gesto racista no Rio vira ré e tem prisão preventiva decretada

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A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro após ser acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da cidade. A decisão foi tomada na 37ª Vara Criminal da capital fluminense nesta quinta‑feira (5), após pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro.

A denúncia contra Páez se refere a um episódio ocorrido no dia 14 de janeiro, quando ela teria dirigido ofensas e gestos racistas a quatro funcionários de um estabelecimento na Rua Vinícius de Moraes, segundo a ação penal. Mesmo após ser advertida por uma das vítimas de que sua conduta configurava crime no Brasil, a turista teria continuado com as ofensas, chamando um dos funcionários de termos pejorativos e imitando sons e gestos de macaco.

Antes da decisão de prisão preventiva, a Justiça já havia aplicado medidas cautelares contra Páez: apreensão do passaporte, proibição de deixar o país e uso de tornozeleira eletrônica enquanto o processo corre.

Segundo a promotoria, a mudança para prisão preventiva se justifica pelo risco de fuga da acusada — que não tem residência fixa no Brasil — e pela possibilidade de intimidação de testemunhas. A pena prevista para o crime de injúria racial varia de dois a cinco anos de prisão.

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Reação e defesa de Agostina Páez

A própria Agostina Páez se manifestou nas redes sociais após a decisão, dizendo sentir medo e alegando que seus direitos estariam sendo violados, apesar de já estar sob monitoramento eletrônico e à disposição da Justiça desde o início do caso.

Uma fundação argentina também divulgou um pedido para que a Cancilleria da Argentina intervenha diplomaticamente, alegando que a detenção seria desproporcional e que não houve uma condenação definitiva antes da medida mais severa.

Impacto e Discussões Legais

O caso ganhou repercussão internacional, especialmente em veículos da Argentina, e levanta discussões sobre condutas de estrangeiros no Brasil e a interpretação de crimes de discriminação em diferentes contextos legais.

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