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quarta-feira, março 11, 2026

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Menino gasta R$ 1,2 mil no Roblox e argumenta: “Eu parcelei”

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Menino gastou R$ 1,2 mil com jogo virtual do Roblox e ainda parcelou. Foto: Reprodução

Uma família que mora em São Paulo começou o período escolar com uma surpresa no cartão de crédito: Roberta Barbosa, 33, levou um choque quando descobriu uma despesa extra de R$ 1.200 no cartão de crédito.

O filho dela, José Roberto, 7 anos, tinha feito uma compra no cartão dentro de um jogo do Roblox, no videogame que ganhou no Natal. 

Durante a configuração do console, foi necessário cadastrar uma conta online com cartão de crédito, que, no caso, era do avô dele. “Eu só tenho cartão de débito, então usamos o cartão do meu pai para vincular à conta”, explica Roberta, em entrevista à CRESCER.

Moeda virtual

José costumava receber R$ 50 por semana para gastar com Robux, a moeda virtual usada na plataforma Roblox. O problema começou quando ele pediu para baixar um outro jogo pago.

“Na hora da compra, o sistema pediu senha, eu digitei e não me toquei de que ele estava prestando atenção. Ele acabou decorando”, conta a mãe. Dias depois, veio a surpresa. 

“Meu pai me ligou perguntando sobre uma compra parcelada na fatura. Eu disse que não tinha feito nada”. Porém, quando foi verificar o histórico do videogame, Roberta encontrou duas compras: uma de R$ 589,90 e outra de R$ 610. 

22 mil Robux

“Ele comprou 22 mil Robux. Eu quase caí para trás”, diz a mãe. Quando o menino chegou da escola, José Roberto questionou o filho, que confirmou a compra: ‘Eu estava pobre no Roblox’”, relatou à mãe. “Mas eu parcelei”, tentou amenizar.

Como consequência, o garoto ficou uma semana sem jogar e passou a ajudar nas tarefas domésticas como forma de entender o impacto do que fez. A mãe tenta o extorno no banco, mas ainda aguarda resposta.

José Roberto tem diagnóstico de autismo nível 1 de suporte, além de TOD (Transtorno Opositivo Desafiador) e TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).

A situação funciona como um alerta para outras famílias: é importante que os pais redobrem os cuidados com senhas, cartões e controles parentais. Hoje, fica quase impossível separar a infância da tecnologia, mas a mediação constante dos adultos é fundamental.

Veja o vídeo:

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