Uma viagem comum virou daqueles momentos que a gente guarda para sempre. No voo de São Paulo para Porto Seguro (BA), a pequena Áurea Bravo, de apenas 8 anos, foi recebida com aplausos e emoção depois que a chefe de cabine, Suellen Cardoso, anunciou pelo sistema de som aquilo que toda família sonha ouvir: Áurea estava curada. O avião inteiro virou plateia de uma vitória que não cabe em palavras, mas transborda em sorrisos, lágrimas e palmas demoradas.
Diagnosticada com um câncer raro e agressivo chamado PEComa, Áurea enfrentou um caminho difícil e cheio de incertezas. Foram três biópsias e três exames de imunohistoquímica até que o diagnóstico fosse finalmente fechado. No caso dela, a doença se manifestou de forma ainda mais incomum, no cotovelo, como explicou a irmã, Giovana Bravo. Mundialmente, esse tipo de tumor representa cerca de 0,12% dos casos e costuma aparecer em adultos, geralmente nos pulmões ou em órgãos vitais. No hospital, a história de Áurea foi inédita.
O tratamento foi conduzido por uma equipe que virou quase extensão da família: os médicos Carla Macedo, Rafael Müller, Wellington Guimarães, Marcelo Petrilhe e Ângela Grassaato, do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC). Foi ali que Áurea escreveu um capítulo raro da medicina e um capítulo inesquecível da própria vida.
A Celebração da Vida de Áurea
O voo aconteceu no domingo, um dia antes de Áurea e da irmã gêmea, Aylla, completarem 8 anos. A viagem tinha um motivo duplo: celebrar o aniversário e comemorar a vitória contra a doença. No avião estavam os pais, irmãos, cunhada, tio, tia, primos e até sobrinha. Um verdadeiro comboio de amor, daqueles que não precisam de mala despachada, só de coração aberto.
Em nota, a GOL destacou que o bem-estar e a segurança dos passageiros são valores centrais da companhia e reconheceu que viagens muitas vezes se misturam com momentos marcantes da vida. Nesse dia, não foi apenas um deslocamento entre cidades: foi o voo de volta para casa de uma menina vencedora, embalado por palmas, carinho e a sensação rara de que, às vezes, tudo dá certo.
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