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quarta-feira, março 11, 2026

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Mais caro no prato e na cuia: preço do açaí sobe novamente em Belém

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Açaí segue mais caro em feiras e supermercados de Belém

O preço do litro do açaí consumido e comercializado em Belém voltou a subir em janeiro e acumula forte alta nos últimos 12 meses, superando com folga a inflação do período, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) realizado em feiras livres, pontos de venda e supermercados da capital

A pesquisa mostra que o açaí do tipo médio foi comercializado, em média, a R$ 28,82 no mês passado, valor levemente acima dos R$ 28,77 registrados em dezembro de 2025 e bem superior aos R$ 26,02 praticados em janeiro de 2025, o que representa aumento de 0,17% no mês e de 10,76% no acumulado de 12 meses.

Variação de preços do Açaí

Já o açaí do tipo grosso apresentou elevação ainda mais expressiva: o litro alcançou média de R$ 41,95 em janeiro de 2026, contra R$ 41,65 em dezembro e R$ 35,67 no mesmo período do ano passado, resultando em alta mensal de 0,72% e acumulada de 17,61% em um ano. O DIEESE/PA destaca que esses reajustes superam em mais do que o dobro a inflação estimada em cerca de 4% no período.

As pesquisas também apontam grande variação de preços conforme o tipo do produto e o local de venda: na última semana de janeiro, o açaí médio foi encontrado entre R$ 24 e R$ 30 nas feiras livres e entre R$ 26 e R$ 28 nos supermercados, enquanto o açaí grosso variou de R$ 30 a R$ 40 nas feiras e de R$ 37,99 a R$ 42 nos supermercados.

Causas e impactos da alta do açaí

Entre os fatores que explicam a alta estão a entressafra, com redução da oferta de matéria-prima, o aumento dos custos de produção e logística — como transporte, energia e armazenamento — e a manutenção de uma demanda aquecida nos mercados interno e externo.

Na avaliação do DIEESE/PA, os preços do açaí devem seguir pressionados ao longo do primeiro quadrimestre de 2026, com viés predominante de alta, o que tende a ampliar o impacto sobre o orçamento das famílias paraenses, especialmente daquelas que têm o açaí como item essencial da alimentação.

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