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terça-feira, março 10, 2026

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30 dias sem Ágatha e Allan: linha do tempo do mistério em Bacabal

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Os pequenos Ágatha e Allan estão desaparecidos há 30 dias. Foto: Arquivo da família

O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, em Bacabal, no Maranhão, completou 30 dias nesta quarta-feira, 4 de fevereiro. Até agora, não há pistas ou informações sobre o paradeiro dos pequenos.

As crianças sumiram no dia 4 de janeiro, no quilombo de São Sebastião dos Pretos. Elas saíram para brincar com o primo, Anderson Kauã, de 8 anos, em uma área de mata fechada. 

O primo foi localizado dias depois, mas o paradeiro dos irmãos permanece desconhecido. Para entender a complexidade do caso, separamos os principais acontecimentos desde o dia do desaparecimento:

Linha do tempo

  • 4 de Janeiro: Por volta das 15h, Ágatha, Allan e o primo Anderson Kauã desaparecem na mata do Quilombo São Sebastião dos Pretos.
  • 7 de Janeiro: Após três dias de buscas, Anderson Kauã é resgatado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa. Ele estava debilitado e foi internado no Hospital Geral de Bacabal.
  • 8 de Janeiro: Equipes de buscas localizaram roupas e um chinelo em uma área de mata, mas os objetos não pertenciam aos irmãos desaparecidos.
  • 9 de Janeiro: O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, anuncia uma recompensa de R$ 20 mil por informações reais que levem ao paradeiro dos irmãos.
  • 11 de Janeiro: A operação atinge o 8º dia com a mobilização de 600 pessoas, incluindo policiais, bombeiros, Exército e voluntários, como vaqueiros e moradores.
  • 13 de Janeiro: Anderson Kauã, em escuta especializada, relata que eles se perderam e tentaram se esconder da chuva em uma casa abandonada; ele teria saído para buscar ajuda e, ao retornar, não encontrou os primos.
  • 15 de Janeiro: Militares dos estados do Pará e Ceará chegam com cães farejadores para reforçar a varredura no terreno de 54 km².
  • 22 de Janeiro: O secretário de segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informa que as buscas entram em uma nova fase com equipes reduzidas e estratégias mais específicas.
  • 26 de Janeiro: A Polícia Civil de São Paulo descarta oficialmente um boato de que as crianças teriam sido vistas em um hotel no centro da capital paulista.
  • 4 de Fevereiro: O caso completa 30 dias sem avanços significativos e sem novos indícios materiais.

O que dizem as autoridades

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão mantém a investigação sob sigilo para não comprometer o trabalho policial. Nas redes sociais, o secretário, Maurício Martins, declarou que “as buscas pelas duas crianças continuam em áreas de mata, rios e lagos, em paralelo a uma investigação rigorosa”.

Sobre os boatos que cercaram o caso, especialmente após a denúncia falsa em São Paulo, Martins foi enfático: “Boatos apenas ampliam a dor da família e prejudicam diretamente os trabalhos de busca”. 

Ele ainda reforçou que “espalhar boatos ou repassar informações falsas às forças de segurança é crime” e que os responsáveis podem ser punidos.

Tecnologia e dificuldades do terreno

A área de busca apresentou desafios como vegetação densa, terrenos irregulares, açudes e a presença de armadilhas instaladas por caçadores. Para enfrentar esses obstáculos, a força-tarefa utilizou:

  • Drones com sensores térmicos: Para mapear grandes áreas e detectar calor humano sob a mata.
  • Sonar da Marinha: Equipamento de alta tecnologia usado para varrer o fundo do Rio Mearim em busca de vestígios, mesmo em locais com visibilidade quase nula.
  • Aplicativo de geolocalização: Ferramenta para monitorar as rotas percorridas pelas equipes, garantindo que mais de 60% da área fosse vistoriada com precisão.

Até o momento, as pessoas ouvidas pela polícia foram chamadas na condição de testemunhas e nenhuma hipótese foi oficialmente descartada. Segundo as autoridades, todas as informações são apuradas com rigor técnico e apoio da perícia. 

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