A cena registrada nesta semana em Ananindeua expôs, mais uma vez, a fragilidade da infraestrutura urbana do município diante das chuvas intensas que atingiram a Região Metropolitana de Belém. Um vídeo publicado pelo perfil @cidadenova,ananindeua ironizou a situação da Avenida Solimões, no bairro do PAAR, onde carros foram comparados a “lanchas”, motos a “jet-skis” e pedestres a “banhistas”, em meio ao volume de água que tomou completamente a via.
Rebatizada sarcasticamente de “Rio Solimões”, a avenida ficou intransitável após a forte chuva da última segunda-feira, revelando um problema que, segundo moradores, não é novidade — mas que teria se agravado após obras recentes da prefeitura. A postagem resgata declarações do prefeito Daniel Santos, que classificou a Solimões como “uma das mais importantes do bairro” e afirmou que o município estaria recuperando toda a drenagem da rua, além de exibir imagens de uma suposta inauguração com asfalto novo e iluminação instalada.
Críticas e contradições nas obras de Ananindeua
A crítica central, porém, é contundente: de acordo com o perfil, a “obra de milhões” prometida para acabar com os alagamentos não apenas falhou, como teria piorado a situação. “Agora alaga mais do que alagava antes da intervenção da prefeitura”, aponta a publicação.
O tom irônico dá lugar à indignação ao lembrar que Ananindeua não sofre influência direta de rios nem está abaixo do nível do mar, o que reforça a percepção de que o problema não é geográfico, mas estrutural. “Simplesmente não fizeram drenagem nenhuma na via”, acusa o post.
Situação cobra repostas urgentes
O episódio reacende o debate sobre planejamento urbano, qualidade das obras públicas e fiscalização dos serviços executados. Em um município que cresce rapidamente e enfrenta recorrentes episódios de alagamento, a repetição de cenas como a da Avenida Solimões levanta dúvidas sobre a efetividade dos investimentos anunciados e sobre a distância entre o discurso oficial e a realidade enfrentada diariamente por motoristas, comerciantes e moradores.
Mais do que memes e ironias nas redes sociais, a situação cobra respostas técnicas e soluções duradouras para que ruas não voltem a se transformar em rios a cada chuva mais intensa.
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