Recém-lançada pela HBO Max, a série Dona Beja leva ao streaming a trajetória de Ana Jacinta de São José, personagem histórica que ficou marcada por desafiar os padrões morais de sua época. Protagonizada por Grazi Massafera, a produção já teve cinco capítulos disponibilizados e terá 40 ao todo, com novos episódios liberados semanalmente.
A história da personagem já havia sido adaptada anteriormente na novela homônima exibida pela extinta TV Manchete. Agora, a nova versão resgata a figura que se tornou conhecida por fundar um bordel e assumir publicamente sua condição, escandalizando a sociedade brasileira do período.
O enredo tem como base duas obras literárias: Dona Beja: A Feiticeira do Araxá, de Thomas Othon Leonardos (1906–1990), e A Vida Em Flor de Dona Beja, de Agripa Vasconcelos (1896–1969). Segundo os relatos, Ana Jacinta chegou ainda criança à cidade de Araxá, em Minas Gerais, onde passou a ser reconhecida por sua beleza, descrita nos livros como incomum para a região. O apelido “Beja” teria sido dado pelo avô, em referência à raridade de uma flor.
Na juventude, ela teria se envolvido afetivamente com Manoel Fernando Sampaio, mas sua vida mudou aos 15 anos, quando foi levada à força por Joaquim Inácio Silveira da Motta, homem ligado à Coroa portuguesa. De acordo com os registros que inspiram a obra, Ana Jacinta foi mantida como amante contra a própria vontade por cerca de dois anos, até que o retorno de Joaquim ao Rio de Janeiro resultou na volta dela para Araxá.
A Construção do Mito de Dona Beja
Entre fatos históricos, versões literárias e elementos de ficção, a série explora a construção do mito de Dona Beja, figura que atravessou gerações como símbolo de transgressão, poder feminino e controvérsia.
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