A menina de quatro anos encontrada dois dias após desaparecer na zona rural de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais, estava a cerca de dois quilômetros do local onde foi vista pela última vez, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
A criança, que tem transtorno do espectro autista (TEA) e não se comunica verbalmente, foi localizada às margens de uma estrada vicinal por um motociclista que passava pelo local. Ele acionou imediatamente os bombeiros, que realizaram o resgate.
De acordo com a corporação, a menina vestia as mesmas roupas usadas no dia do desaparecimento e não apresentava ferimentos graves. Ela não estava desidratada nem com sinais de hipotermia, tendo apenas pequenas marcas provocadas pelo contato com o capim. Mesmo assim, foi encaminhada a uma unidade hospitalar para avaliação médica detalhada.
Durante as buscas, uma área de aproximadamente 78 hectares foi vasculhada. As equipes percorreram propriedades rurais, estradas vicinais, áreas alagadas e trilhas, com o apoio de cães farejadores e drones térmicos.
A criança foi encontrada no sábado (31) e levada ao Hospital Queluz, em Conselheiro Lafaiete. Segundo os bombeiros, ela aparentava estar em bom estado de saúde.
A menina estava passando alguns dias na casa da avó quando desapareceu. Ela foi vista pela última vez próximo à residência, em uma estrada que dá acesso a uma área de mata.
Cerca de 100 moradores da região participaram das buscas iniciais. Com o passar das horas, as famílias acionaram a Polícia Militar, Defesa Civil, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, que deram início às operações ainda no dia do desaparecimento.
O trabalho foi dificultado pela topografia acidentada, com encostas íngremes e escorregadias, áreas de pastagem e mata fechada, além de chuvas intensas que atingiram a região durante os dias de busca.
O que pode ter contribuído para o desfecho positivo
Especialistas apontam que alguns fatores podem ter sido determinantes para que a criança fosse encontrada com vida e em boas condições de saúde:
- Clima ameno, que pode ter reduzido o risco de desidratação e hipotermia, mesmo após dois dias ao ar livre;
- Área rural com vegetação baixa em alguns trechos, o que pode ter oferecido abrigo natural contra vento e chuva;
- Resposta rápida das buscas, com mobilização da comunidade e atuação conjunta das forças de segurança;
- Uso de tecnologia, como drones térmicos e cães farejadores, que ampliaram o alcance das equipes;
- Localização próxima a uma estrada vicinal, aumentando as chances de a menina ser vista por alguém em circulação.
As circunstâncias exatas de como a criança conseguiu se manter durante o período em que esteve desaparecida ainda não foram detalhadas pelas autoridades.
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