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Vídeo: torcedor atropelado antes do acesso ganha dia especial no Remo

A tarde do último dia 23 de novembro, que marcaria a volta do Clube do Remo à elite do futebol brasileiro, também ficou para sempre na memória de Everson Luis Sampaio Costa, de 34 anos

Decorador e morador de Abaetetuba, ele viajou cerca de 2h30 com o filho, João Luis, de 11 anos, para acompanhar o duelo decisivo contra o Goiás, no Mangueirão, em Belém.

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Horas antes da partida, porém, o que era alegria virou susto: ao descer do ônibus nas proximidades do estádio, Everson foi atropelado por uma moto. O impacto o derrubou no asfalto e o deixou deitado por quase 10 minutos.

Com o rosto e o braço machucados, ele chegou a pensar em desistir. Mas bastou olhar para o filho para decidir continuar, pois era o aniversário de João naquele mesmo dia.

“Meu amor pelo Clube do Remo começou através do meu fillho, que me incentivou a ter esse amor pelo futebol e pelo Remo”, contou.



Mesmo sentindo fortes dores, ele seguiu para a arquibancada. Tomou chuva, encarou o sol forte e segurou o incômodo dos machucados, mas permaneceu ao lado do menino na segunda visita ao Mangueirão.

A história veio à tona quando um vídeo de Everson, já ferido na arquibancada, viralizou nas redes sociais digitais. A cena emocionou torcedores, justamente em uma tarde em que o Remo escreveu um dos capítulos mais marcantes da história recente.

Em campo, o Leão venceu o Goiás por 3 a 1 e contou com a derrota do Criciúma para o Cuiabá por 1 a 0 para conquistar o acesso à Série A após 31 anos de espera. Para o presidente Tonhão, o sacrifício do torcedor simboliza o espírito do clube.

No início desta semana, pai e filho aproveitaram para conhecer a sede social azulina pela primeira vez, ganharam camisas oficiais e ainda conversaram com o presidente, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão.

“A alegria que ele teve no final superou a dor daquele momento. Valeu a pena cada esforço para viver esse acesso tão sonhado”, comentou o mandatário.

E, para Everson, o sentimento não é diferente. Ao lado do filho, viu o time que aprendeu a amar conquistar algo que uma geração inteira nunca tinha presenciado. A dor ficou para trás. O acesso, não.



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