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João Pedro vira símbolo do acesso do Remo após 31 anos

Belém está diferente desde o último domingo, 23, quando o Mangueirão virou palco de uma catarse coletiva, ruas foram tomadas por cortejos improvisados e a cidade inteira parecia pulsar no mesmo ritmo azulino. O acesso do Clube do Remo à Série A do Campeonato Brasileiro, conquistado após 31 anos de espera, transformou a capital paraense em cenário de celebração permanente, e colocou João Pedro, o atacante responsável pelos dois gols da virada contra o Goiás, no centro dessa história épica.

Na manhã desta terça-feira (25), ainda envolvido pela onda de carinho da torcida, o novo ídolo azulino visitou a sede do Grupo RBA de Comunicação para participar do programa Jogo Aberto, da RBATV, ao lado do apresentador Danilo Pires e da comentarista Liane Coelho. Entre fotos, abraços e funcionários tietando o herói da arquibancada, João Pedro falou ao DOL sobre a dimensão do feito – algo que, segundo ele, ainda tenta compreender. “Com as imagens circulando, com o que vivi no estádio e no cortejo pela cidade cheia, deu para cair na realidade. Fiquei super feliz por isso”, afirmou.

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O atacante revelou que não imaginava tamanha repercussão quando assinou com o clube em agosto deste ano. “Eu vinha com o objetivo de pôr o Remo na Série A. Se o objetivo fosse conseguido, muita coisa boa aconteceria. Mas assim tão grande, não sei responder”, disse, ainda surpreso com a idolatria. Sobre futuro, garantiu ao menos mais uma temporada no Baenão: “Tenho mais um ano de contrato. Ainda não se falou em renovação, mas a próxima eu termino aqui”.

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GOLS MAIS IMPORTANTES DA CARREIRA

Os dois gols marcados no domingo – especialmente o da virada – já ocupam lugar especial na carreira do jogador, que é natural de Ponta Delgada, em Portugal, mas defende a seleção de Guiné-Bissau. João Pedro coleciona passagens por clubes europeus como Santa Clara, Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães, Trofense, Gil Vicente, além de experiências no Panetolikos, da Grécia, e no Bursaspor, da Turquia. Seu último destino antes de Belém foi o Hà Nôi, do Vietnã. Nada, porém, se compara ao que viveu no Mangueirão.

“Já tinha conseguido alguns feitos importantes, como a Liga das Europas, a Conferência League, mas acho que o momento tão emocionante, o qual a nação azulina esperou 31 anos para viver esse momento, acho que torna-se muito, muito, muito especial”, disse.

APOIO DA FAMÍLIA

A família, que atravessou o oceano Atlântico para acompanhá-lo, também vive a avalanche emocional. “Acreditavam muito. Vieram apoiar, festejar, ficaram super felizes”, contou João Pedro, agradecendo ao carinho dedicado aos pais durante a celebração.

Entre flashes, cumprimentos e a agenda apertada de novo ídolo, João Pedro encerrou a visita com a serenidade de quem entende o tamanho da responsabilidade, e a promessa de que a festa não termina por aqui. “Vamos para mais”, disse, sorrindo, como quem sabe que, no futebol, o próximo capítulo começa antes mesmo do apito inicial.

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