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sábado, março 7, 2026

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Leques viram xodó dos pavilhões e se tornam aliados contra o calor na COP30

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Lana Oliveira/DOL – Uma abanadinha para lá e outra para cá. O movimento dos leques tem sido cena comum durante a Conferência do Clima (COP30), realizada em Belém, onde o calor intenso transformou o acessório em aliado indispensável dos participantes.

No estande da China, a estratégia foi levar o item a outro patamar: representantes chineses passaram a distribuir leques customizados na hora, atraindo visitantes e promovendo diálogo cultural em meio aos debates climáticos.

Foto: Lana Oliveira

A iniciativa funciona como uma pequena intervenção artística. As representantes chinesas escrevem caracteres tradicionais ou convidam os visitantes a criarem seus próprios desenhos, levando para casa uma lembrança personalizada. Segundo Xuangrong Zhu, Youth Ambassador da Global Alliance of Universities on Climate, o gesto vai além do alívio térmico. “Estamos distribuindo nossos leques tradicionais, e as palavras neles significam ‘sorte’. Queremos enviar nossos melhores votos e incentivar ações concretas diante das mudanças climáticas”, afirmou.

A ideia caiu no gosto do público. A estudante Helena Costa destacou a força simbólica da proposta. “Eu achei muito legal e muito importante eles se preocuparem com isso. Compartilhar a cultura deles com a gente torna tudo ainda mais significativo”, disse.

Foto: Lana Oliveira

Para Emily Cardoso, também estudante, a experiência tem valor cultural e educativo. “É muito enriquecedor porque, para muitos de nós, esta é a primeira vivência internacional. O leque ajuda a enfrentar o calor e vira uma recordação de um momento único. E ainda chama atenção para o aquecimento global, porque a gente sente na pele os efeitos das mudanças climáticas”, comentou.

O surgimento do leque

O leque tem origens milenares e sua criação é atribuída a diferentes civilizações, como China, Japão e Egito. Na China antiga, registros apontam que o acessório já era utilizado há mais de 3 mil anos, inicialmente por membros da nobreza como símbolo de status, ritual e proteção contra o calor. Com o passar do tempo, o leque ganhou funções artísticas e culturais — servindo de tela para pinturas e caligrafias — e se espalhou pelo mundo, tornando-se não apenas um objeto utilitário, mas também uma expressão de identidade e tradição.

Foto: Lana Olieira

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