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quinta-feira, março 12, 2026

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Carros autônomos podem substituir motoristas de app em 10 anos

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CEO da Uber diz que motoristas de app poderão desaparecer em 10 anos
Foto: Freepik

Dirigir para aplicativos tornou-se uma das profissões mais buscadas nos últimos anos. No entanto, o futuro desse tipo de trabalho já está gerando debates intensos.

De acordo com um relatório da Creative Fabrica, a expressão motorista de aplicativo esteve entre os termos mais pesquisados no Google em 2024. Nos Estados Unidos, dados da Uber apontam que mais de 7 milhões de pessoas trabalham como motoristas ou entregadores de plataforma.

Ainda assim, Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, fez um alerta contundente: segundo ele, essa profissão tem prazo de validade. Em entrevista ao Wall Street Journal, afirmou que, em até 10 anos, a inteligência artificial (IA) e os veículos autônomos devem substituir grande parte dos motoristas humanos.

“Daqui a 15 ou 20 anos, o veículo autônomo vai dirigir melhor do que qualquer motorista humano. As máquinas serão treinadas com dados equivalentes a milhões de vidas; ninguém consegue ser tão eficiente. Robôs não se distraem”, disse ele.

Pesquisas mostram avanços, mas apontam limites

Estudos da Universidade da Califórnia compararam cerca de 2.100 acidentes envolvendo veículos autônomos com 35 mil envolvendo motoristas humanos. Os resultados mostram que os carros autônomos obedecem às normas de segurança com mais rigor, mas ainda enfrentam desafios em situações específicas como tráfego durante a noite ou condições mais complexas.

Khosrowshahi ressalta que a substituição não será imediata. Ele prevê uma transição gradual, com veículos autônomos operando primeiro em rotas mais simples, como trechos entre aeroportos e centros urbanos. Exemplos práticos já existem: em São Francisco, veículos da Waymo circulam pelas ruas, e em Las Vegas a Tesla já realiza serviços autônomos semelhantes.

“Dentro de 10 anos, teremos uma rede híbrida de motoristas humanos e robôs. A partir daí, somos nós que perderemos espaço, não o oposto”, afirmou o CEO.

Especialistas divergentes: surgimento de novas oportunidade

Apesar do alerta da Uber, parte dos especialistas acredita que a digitalização provocada pela IA não necessariamente leva à eliminação de empregos, mas sim à sua transformação.

Uma pesquisa da Universidade de Oxford indica que mais de 58% das ocupações atuais no Brasil podem desaparecer nas próximas duas décadas devido à tecnologia. Esse percentual sobe para 62% ao considerar empregos informais.

Miguel Lannes Fernandes, especialista em IA e coordenador do MBA de IA para Negócios da EXAME + Saint Paul, observa que os profissionais que aprenderem a trabalhar com IA se tornarão mais produtivos e disputados:

“Estamos vivendo um momento único: os primeiros a adotar IA em suas áreas terão vantagem competitiva. Mas, em breve, todos estarão usando.”

Fernandes acredita que o cenário mais provável é o surgimento de novas funções dedicadas à gestão de projetos com inteligência artificial, e não uma extinção total das profissões.

Uma rápida busca no LinkedIn já revela mais de 2 mil vagas abertas em setores relacionados à IA, o que reforça o crescimento e a transformação do mercado de trabalho.

Com informações da EXAME

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