Júlia Marques/DOL – No início da segunda semana da COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que movimenta Belém desde 10 de novembro e segue até o próximo dia 21, o ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou que o ecoturismo tem papel central na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para o Brasil. Em entrevista ao DOL, ele afirmou que a atividade turística em áreas naturais dialoga diretamente com os debates climáticos que estão sendo pautados na conferência da ONU.
Sabino defendeu que o Brasil possui potencial único para consolidar um turismo competitivo baseado na conservação. Segundo ele, a exploração responsável dos biomas brasileiros, como Mata Atlântica, Cerrado e, especialmente, a Amazônia, pode gerar ganhos econômicos, sociais e ambientais, simultaneamente.
“O turismo competitivo é a utilização com responsabilidade, mas também com solidariedade e com sustentabilidade do turismo em áreas de florestas e nos nossos biomas nativos”, afirmou. Para Sabino, “o desenvolvimento econômico é possível, sim, financeiro também, mas também intelectual e de perspectiva de futuro para os povos que vivem aqui. É absolutamente possível, e o governo do Brasil, através do Ministério do Turismo, tem trabalhado para provar isso para o mundo todo”.
Na avaliação do ministro, o avanço do ecoturismo não apenas fortalece a preservação da maior floresta tropical do planeta, mas também abre novas perspectivas para ribeirinhos e povos originários. Para ele, sustentabilidade e geração de renda caminham lado a lado.
Ao comentar sobre o andamento da COP30, Sabino classificou a primeira semana como “excepcional”. De acordo com o ministro, mais de 63 mil participantes foram credenciados para atividades na Zona Azul e na Zona Verde, número que, segundo ele, demonstra a dimensão histórica do encontro sediado em plena Amazônia.
“Está tudo funcionando de forma perfeita, da forma como a gente planejou. Trabalhamos bastante para que isso acontecesse. Claro, alguns percalços, mas nada que não tivesse uma retaguarda pronta e um plano de contingência para superar”, apontou.
Com a COP30 entrando na fase decisiva, Sabino avalia que o Brasil tem conseguido mostrar ao mundo que desenvolvimento e preservação podem andar juntos, e que o turismo de natureza será uma vitrine dessa nova narrativa.
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