A chegada do técnico Guto Ferreira ao Clube do Remo teve efeitos práticos imediatos e cristalinos. São seis vitórias e dois empates desde que ele iniciou o seu trabalho, alguns jogadores passaram a ter mais oportunidades e a se destacar. Caso do volante Caio Vinícius, do atacante Nico Ferreira e até de jogadores que eram dados como carta fora do baralho, como os volantes Nathan Camargo e Pedro Castro e o zagueiro Kayky Almeida. Entre os atletas que se beneficiaram com essa subida de rendimento da equipe para terem também uma melhora pessoal está o meia-atacante uruguaio Diego Hernández. Com Ferreira no Baenão, ele passou a ter mais oportunidades. Com a rotatividade do elenco, ele não chega a ser um titular absoluto, mas tem estado mais em campo do que no banco de reservas.
Foi assim que ele pôde contribuir com três gols, todos de falta, e duas assistências nesse período. No empate 1 a 1 contra o Novorizontino-SP, o jogador esteve fora, cumprindo suspensão automática por cartão amarelo. Na partida de amanhã, em Florianópolis, (SC), contra o Avaí-SC, válida pela 37ª e penúltima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, é praticamente certo que ele volta ao time, assim como Caio Vinícius, ausente pelo mesmo motivo.
A força das bolas paradas do Leão
Sua presença em campo dá ao Remo uma arma que há tempos deixou de ser secreta: as cobranças de falta diretas ao gol, algo que tem se tornado cada vez mais raro no futebol brasileiro. Esses lances passaram a ser uma força a mais para o Leão Azul e um perigo para os adversários. O próprio atleta comentou que, em momentos de dificuldade, a bola parada é um artifício que o time vai usar na busca de balançar as redes.
“É uma forma de destravar as partidas. Eu acho que no futebol de hoje as bolas paradas ganham jogos e campeonatos. Então, bom, espero que possamos continuar assim. São lances importantes porque os jogos são muito parecidos e equilibrados, com jogadores de um alto nível técnico. Então uma bola parada pode definir muita coisa”.
Lições do empate
Diego assistiu ao empate em Novo Horizonte (SP) e analisou o que o Remo fez em campo. Para encarar o Leão catarinense, o Remo precisará fazer melhor do que fez no interior de São Paulo, quando teve de longe a atuação mais irregular desde a chegada de Ferreira. Por mais que tenha sido um confronto entre dois times que aspiram o acesso, foi a equipe paulista quem mandou nas ações, com a paraense chegando ao empate mais na transpiração do que na inspiração, ainda contando com gol contra.
A ordem entre os azulinos é potencializar os acertos para o jogo da capital catarinense e corrigir os erros. “A partida com o Novorizontino-SP foi difícil desde o início. O campo de jogo estava muito ruim. Eu estava olhando de longe, estava muito feio. Mas, o time não estava em um bom dia, mas um ponto foi conquistado e quase ganhamos também. Então, vamos continuar com esse espírito, sempre buscando os três pontos”.
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