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domingo, março 8, 2026

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Adaptação urbana na Amazônia é tema de painel durante COP 30

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Letícia Corrêa/DOL – A 30ª Conferência das Partes que acontece em Belém coloca no epicentro das discussões os impactos das mudanças climáticas que afetam moradores de grandes cidades. Em muitas localidades e especificamente na Amazônia, pessoas ainda sofrem os efeitos de desastres ambientais.

Um artigo realizado por pesquisadores brasileiros apontou que quase 30% das cidades da Amazônia com até 50 mil habitantes estão mais vulneráveis a eventos extremos, como secas e enchentes.

Essa realidade foi discutida nesta terça-feira (11), durante o painel Políticas Públicas de Adaptação às Mudanças Climáticas na Amazônia: moradia e saneamento como base para comunidades resilientes, que ocorreu no Pavilhão Brasil, recém inaugurado na Zona Azul, durante a COP 30. 

Com representantes de governos estaduais e da sociedade civil, o debate girou em torno de como buscar soluções e estratégias que possam mitigar os efeitos climáticos e buscar formas de adaptação às pessoas que moram nos centros urbanos.

Um projeto do estado do Amazonas em parceria com a defesa civil local monitora áreas de seca na região. Por meio da construção de um diagnóstico, o objetivo é construir um plano que atenda às mudanças climáticas. 

“O plano estadual de adaptação e mitigação atua diretamente nos eventos de seca. Junto à defesa civil, atuamos no auxílio a moradores e comunidades locais, no abastecimento de água e na doação de cestas básicas às famílias diretamente atingidas pelo evento”., destaca Fabrícia Arruda, secretária de meio ambiente do Amazonas. 

Estratégias que unem sustentabilidade e justiça social

Em parceria com a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), foram construídas caixas d’água para moradores de comunidades locais que permitem o armazenamento de água. O projeto detalha a necessidade hídrica de quem sofre com a escassez e busca na justiça climática o olhar às pessoas da região. “Todo esse mapeamento é fundamental para  sabermos como e de que forma agir, além de levarmos água potável que seja de boa qualidade e uso às pessoas”, afirma. 

Pensar em alternativas habitacionais garante dignidade

Em um território como a Amazônia, destacar estratégias que possam mitigar os efeitos das mudanças climáticas e trazer à tona soluções de adaptação e resiliência climática nas cidades, torna-se imprescindível. 

Isso significa ajustar, implementar e planejar ações que tornem o ambiente urbano mais inclusivo e sustentável a eventos externos. Para o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, Coronel Nivaldo Ferreira, a iniciativa permite que as pessoas tenham dignidade.

“O projeto habitacional tem como foco atender de forma prioritária famílias que moram em áreas de risco, permitindo que elas tenham uma casa digna e segura para morar.”, pontua. 

Importância de lideranças subnacionais

Para o governador do Amazonas, Wilson Lima, mostrar o que está sendo feito permite o enfrentamento à crise climática que atinge direta ou indiretamente diversas pessoas na cidade, é resultado do alinhamento de lideranças que se unem estrategicamente no âmbito global e local.

“Trazer o mundo aqui para a Amazônia é importante porque muita gente fala sobre a Amazônia, mas o que eu percebo é que há uma desconexão muito grande entre a agenda ambiental e agenda ambiental da Amazônia. É nesse sentido que estamos mais perto das comunidades, mais próximos da floresta e das soluções que as mudanças globais verdadeiramente acontecem”., afirma.

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