Lucas Contente/DOL – O estande da Organização Internacional para as Migrações (OIM), da Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, tem atraído a atenção dos visitantes na Blue Zone da COP30, em Belém.
O espaço oferece uma experiência imersiva em realidade virtual 360°, que mostra como as mudanças climáticas estão forçando comunidades em diferentes partes do mundo a se adaptar ou migrar.

Por meio de óculos de realidade virtual, os participantes assistem a depoimentos de pessoas que vivem em regiões severamente afetadas pela crise climática, como Guiné, Quênia, Paraguai e Ilhas Marshall — estas últimas ameaçadas pelo aumento do nível do mar. Os relatos mostram como o avanço da degradação ambiental tem alterado modos de vida e economias locais, empurrando famílias a deixarem seus territórios de origem.
O voluntário Gabriel Costa, de 20 anos, participou da atividade e destacou o impacto da experiência.
“Eu estava vendo sobre uma comunidade do Paraguai chamada Santa Cecília, se não me engano. As informações eram muito enriquecedoras, principalmente em relação ao desmatamento, que cresceu bastante na região. Entre 2001 e 2021, o desmatamento lá aumentou em cerca de 27%. As pessoas não estavam se mudando, mas eram diretamente afetadas pelas mudanças”, relatou.
De acordo com Jhonny Santos, voluntário da OIM, o objetivo da atividade é sensibilizar o público sobre os efeitos sociais das mudanças climáticas.
“Nos nossos óculos aparecem depoimentos de pessoas que vivem em regiões afetadas pela crise climática. Elas falam por meio da OIM, buscando ser ouvidas e contribuir com o debate global sobre o tema. É uma experiência em 360 graus que mostra realidades de quem está na linha de frente dessas transformações”, explicou.

Jhonny também contou que a participação na COP30 tem sido positiva para os voluntários. “Somos, em sua maioria, de Belém, mas também há pessoas de outras partes do Brasil que moram na região metropolitana. Está sendo uma experiência muito rica, algo que certamente vai somar muito pra gente”, disse.
Ao final da visita, os participantes recebem um brinde simbólico: um caderninho de anotações e um broche com os dizeres “Justiça climática, direitos humanos e migração segura e digna”.
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