Mayra Monteiro/ DOL – Na cidade de Belém, no Pará, se tornou nesta segunda-feira (10) o centro da discussão clitmática mundial, com a abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Com o início do evento, entram em funcionamento os pavilhões e estandes que tomam conta dos dois principais espaços da conferência: a Zona Azul, voltada às negociações diplomáticas, e a Zona Verde, aberta ao público, exposições e debates.
De acordo com a organização, a infraestrutura da COP30 conta com cerca de 150 pavilhões nacionais e temáticos, montados para dar visibilidade às ações climáticas, tecnológicas e culturais de cada país participante.
“Esses espaços funcionam como vitrines da diplomacia climática e da inovação sustentável”, explicou Hyeongkyu Yang, da Future Growth Division.

Coreia do Sul destaca transição energética e cultura tradicional
Entre os pavilhões mais visitados neste primeiro dia está o da Coreia do Sul, que apresenta o projeto de transição energética da Ilha de Jeju, voltado à descarbonização e à sustentabilidade. Além de mostrar soluções tecnológicas, o espaço também se tornou um ponto de imersão cultural.
O estande exibe o Hanbok, traje tradicional coreano, cujo nome significa literalmente “roupa coreana”, e oferece degustações de culinária típica para o público.
“A cultura coreana é muito rica em detalhes. A gente sempre vê doramas, filmes e escuta k-pop, então quando vi o estande, quis conhecer de perto”, contou Arthur Roger, 21 anos, voluntário de transporte da COP30 e morador de Belém. “A gente estava passando, viu o espaço e decidiu entrar. Eu até experimentei o Hanbok. É muito legal ver como eles trazem um pouco do país pra cá.”

Curiosidade e conexão cultural
A voluntária Julia Rebelo também aproveitou o intervalo de suas atividades para visitar o pavilhão. Fã da cultura coreana há quase dez anos, ela se encantou com a oportunidade de conhecer mais sobre o país.
“Comecei assistindo doramas e ouvindo k-pop. Tenho um carinho enorme pela Coreia, então estar aqui e poder ver de perto a cultura é incrível”, contou. “É uma chance de mergulhar além da música e das séries, entender o país como um todo. E a COP é perfeita pra isso, dá pra conhecer muita gente, fazer networking e aproveitar cada oportunidade.”

Sabores e descobertas
Quem também não resistiu aos aromas do estande foi Maria Teresa, visitante do Chile, que experimentou pela primeira vez a culinária coreana. “Não sei o que são exatamente, mas são deliciosos! O sabor é equilibrado, nem doce nem salgado, é diferente”, disse.

Para driblar o calor característico das tardes paraenses, o Ministério da Economia da Coreia distribuiu abanadores personalizados aos visitantes. Além das experiências culturais, o estande ainda aproveita para destacar a presença da Coreia do Sul no cinema internacional. “Um dos filmes coreanos mais recentes, O Guerreiro e o Duque e o Posto (2025), se tornou um fenômeno global. Uma das músicas da trilha sonora chegou ao top 10 nos Estados Unidos e em vários outros países”, destacou Hyeongkyu Yang.
A COP30, sediada pela primeira vez na Amazônia, reflete não apenas o debate sobre o futuro climático do planeta, mas também a diversidade de povos e ideias que constroem soluções sustentáveis. Entre projetos de energia limpa, tradições culturais e intercâmbio entre nações, o evento transforma Belém no epicentro de um diálogo global.

Como resume Julia, voluntária: “É uma experiência única. A gente está vendo o mundo inteiro reunido aqui, e isso é histórico.”
O post Cultura e inovação marcam presença da Coreia do Sul na COP30 em Belém apareceu primeiro em RBA NA COP.


